o BloG dA pRofA











{Julho 23, 2011}   Dia da mulher negra

“Senhora de tudo, dentro de mim”

Obrigada, Li pela contribuição! 

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{Junho 20, 2011}   Igualdade de Gênero

 http://www.igualdadedegenero.cnpq.br

Boa sorte, meninas! Que vença a melhor ou o melhor e ganhem todas e todos na promoção da Igualdade de Gênero!

Val, Obrigada!!! 😀



{Junho 17, 2011}   O despertar da primavera

Parabéns às formandas e aos formandos!



{Maio 12, 2011}   Autista

Uma em cada 150 pessoas é autista. Para a ciência, as causas ainda são um mistério, mas pior que o desconhecimento sobre a origem é a falta de informação. No Brasil, muitas pessoas acreditam que o autismo significa uma criança sem expectativa de desenvolvimento e sem capacidade de interação social. Foi justamente esse retrato equivocado que apareceu na televisão e o trocadilho com o nome do programa gerou uma grande polêmica. Manifestações contrárias ao que foi ao ar surgiram de todas as partes, em especial dos parentes de portadores da síndrome. Conheça essa doença e saiba como ela age no organismo dos autistas.



{Fevereiro 26, 2011}   Variação linguística

Para minhas (meus) queridas(os) futuras(os) Técnicas(os) em Química:

 

Aula de Português

 

A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.

 

A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?

 

Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas da minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, sequestram-me.

 

Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortadado namoro com a prima.
O português são dois; o outro, mistério.

 

Carlos Drummond de Andrade

 

 


Leia mais:

http://www.slideshare.net/larose/variao-lingustica

http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/v00003.htm

http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1693u60.jhtm

http://www.vestibularseriado.com.br/redacao/apostilas/item/373-variacao-linguistica



{Fevereiro 24, 2011}   UFPR 2012

Para minhas queridas e meus queridos do 3ºF…

Um dos novos livros da lista de obras literárias para o vestibular da UFPR para 2012 é considerado por alguns como o primeiro romance homossexual brasileiro. A leitura da obra é imprescindível, a leitura da biografia do autor é complementar.

Sei o quanto é complicado trabalhar o dia todo, estudar à noite e ainda pensar num vestibular tão concorrido como este. Por isso, persistência, dedicação e ir além do solicitado é, talvez, o segredo do sucesso de alguns que mesmo em meio a todas as adversidades conseguem êxito.

Então… para quem quer ir além… segue um trecho do livro da Cláudia Albuquerque para experimentação:

“Como hei de dar atenção ao bombardeio que lá vai troando na baía, se o meu espírito está completamente absorvido, absolutamente dominado pela ideia de fazer literatura?”, perguntaria a si e aos leitores. O livro que o fazia perder o sono e as bombas já era provavelmente Bom-Crioulo, um novo romance, que seria lançado no mesmo ano de suas Cartas Literárias. Nele, Caminha pôs todo o ar dos pulmões. Criou imagens arrebatadoras numa prosa tecnicamente superior a tudo o que já havia escrito. Foi como se tivesse passado os anos anteriores ensaiando para este livro. Finalmente as coisas todas no lugar: a estrutura e o tema em diálogo íntimo, o perfeito encadeamento entre as cenas. Pitadas de nervosidade, violência e sensualismo.

Uma vez, Proust disse que nos bailes de Balzac nós sentimos quase o prazer de ser convidados. Em   o autor, avesso a galanterias, empurra o leitor desavisado para a atmosfera carregada de um navio em alto-mar, tendo depois o requinte de o atrair a um quartinho sórdido da rua da Misericórdia. Talvez o visitante acorde cedo e adivinhe o chocalho da carrocinha do lixo, o mugido da vaca do leite, as conversas jogadas nas quitandas, botequins, carvoarias e, claro, na Padaria Lusitana. As descrições palpitam de vida e os odores simplesmente invadem as narinas: azeite e alcatrão no convés da corveta: mariscos decompostos no porão; sebo, ácido fênico e cânfora nos quartos; urina nas ruas; água de colônia; água do mar; roupa lavada; suor humano e sexo.Bom Crioulo

Sexo à moda naturalista: alucinado, sôfrego, desembestado e inevitável como a morte. O sexo que se aferra à carne tal qual “espinho de urtiga brava”. O que escraviza Amaro, confunde o grumete Aleixo e faz Carolina se contorcer até o fim da narrativa.

LEIA MAIS:

ALBUQUERQUE, Cláudia. Adolfo Caminha. 2. ed. Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, 2009. P. 67-69

(Na biblioteca do colégio) 😉



{Novembro 29, 2010}   Descortinando a crônica

Nas duas primeiras décadas do século XX, o gênero deixara de ser designado por folhetim. A partir da Semana de Arte Moderna de São Paulo, em 1922, os autores serviram-se da crônica para divulgar e defender novos ideais de arte e literatura. O humor nos fatos do cotidiano, fatos banais, nova linguagem literária. Um jovem inicia como colaborador de jornal nesse período e se tornará um dos principais representantes do gênero: Rubem Braga. (…)

Cada um procura a melhor forma de fazer seus registros, buscando artefatos que lhe sejam mais agradáveis. O que importa é o registro feito. O conhecimento é uma experiência prazerosa e toda vez que se faz registro, está repassando o conhecimento adquirido e vivenciado para outras pessoas. O conhecimento não é nem nunca foi egoísta. Precisa ser partilhado. Convivido.

Josane Buschmann

Obrigada, Jô!

A partir do trabalho da profa Josane, alunas e alunos do 1º EM escolheram o tema e estão construindo dois blogs, com informações, imagens, vídeos e textos narrativos produzidos por eles/elas.

Visite, dê sua opinião e incentive a escrita e a leitura:

bLog d@ 1G:

http://divercidadecult.wordpress.com/

bLog d@ 1F:

http://diversidadedegeneronaescola.wordpress.com/




{Agosto 28, 2010}   Parlamento Juvenil do MERCOSUL

O que é?

Desde o início da década de 1980, a maioria dos países da região levaram adiante uma série de processos orientados para a democratização, o fortalecimento das instituições e a promoção de diversos mecanismos de participação. Com o correr dos anos, estes países foram perceben­do que a consolidação das suas democracias requer circular e avançar por outros caminhos. Por um lado, as profundas transformações eco­nômicas, sociais, culturais e tecnológicas ocor­ridas colocaram novos problemas e desafios que obrigam a redefinir o que significa o exer­cício de uma cidadania plena e ativa. Mas, por outro lado, estes países perceberam que, para aumentar e consolidar a cultura democrática, tornou-se incontornável prestar atenção a uma população em particular: a juventude.

Os jovens e as jovens, com as suas múl­tiplas vivências, expectativas, inquietudes e preocupações têm muito a dizer, pensar, discu­tir e propor, sobre temas e problemas do mundo contemporâneo que, enquanto afetam as socie­dades no seu conjunto, têm uma incidência es­pecífica nos seus projetos de vida.

Neste cenário, coloca-se o projeto Parla­mento Juvenil do MERCOSUL, cujo principal propósito é abrir espaços de participação juve­nil que possibilitem a troca, discussão e diálogo entre pares sobre temas profundamente vinculados com a vida presente e futura dos jovens, e sobre os quais é muito importante que possam construir um posicionamento próprio. O projeto propõe-se contribuir para a formação política e de cidadania das jovens e dos jovens oferecendo-lhes ferramentas que os habilitem como participantes ativos nos grupos e nas comunidades das quais fazem parte.

Quem participa?

Representantes dos países do MERCOSUL: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Paraguai e Uruguai. Os países que participam deste projeto con­cordaram na necessidade de estabelecer como faixa etária a idade de 15 a 17 anos, mas cada país, se o considerar necessário, terá a possi­bilidade de alargar a faixa de 14 a 18 anos. Também se concordou trabalhar em escolas públicas de nível médio, dando prioridade aos setores mais carentes. Prevê-se, além disso, a participação em igual número de mulheres e homens.

Quais os temas debatidos?

Inclusão educativa

Gênero

Jovens e trabalho

Participação cidadã dos jovens

Direitos humanos

Estes assuntos foram selecionados – entre outros possíveis e de interesse– porque se considerou que envolvem direitos reconhecidos nos países, tanto em normativas nacionais específicas como em legislações internacionais nas quais se inscrevem os Estados que integram este projeto.

Como é o processo de seleção dos representantes?

O “Parlamento Juvenil do MERCOSUL” nasceu como um projeto cujo principal objetivo é abrir espaços de participação para que os e as jovens troquem ideias, dialoguem e discutam entre eles/as sobre temas que tenham uma profunda vinculação com suas vidas presentes e futuras. Após as participações feitas nas distintas equipes de trabalho, inicia-se uma nova etapa para o Parlamento, destinada a recuperar as contribuições e propostas feitas até esse ponto. Então se abre um novo grupo de troca chamado A escola que queremos.

A seleção de jovens representantes para participar no encontro regional a efetuar-se na cidade de Montevidéu no mês de outubro de 2010 já está sendo realizada. Esses jovens terão um espaço de trabalho colaborativo no portal chamado A escola que queremos. Preparando-nos para o encontro de Montevidéu.

Os textos selecionados no Paraná serão publicados neste espaço para que todas e todos possam dialogar, discutir, propor idéias e construir novas reflexões para contribuir cada vez mais com o objetivo de alcançar O Ensino Médio que queremos.

Para saber mais: http://parlamentojuvenil.educ.ar

http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/modules/noticias/article.php?storyid=1769&PHPSESSID=2010082722005931



Num bairro de um subúrbio qualquer, uma simpática menina negra de pequenos olhos castanho-escuros está sentada na calçada de cimento grosso e mal-acabado de sua casa enquanto brinca com um travesseiro que é a sua boneca preferida, na interminável tentativa da criança que deseja ocupar o papel de mãe pelo puro exercício da repetição. Na falta de bonecas, Ióli vestiu em um travesseiro uma camisa branca estampada com propaganda em letras vermelhas de algum partido político e um short surrado, desses ganhos em qualquer quermesse bem-intencionada preocupada em oferecer algum conforto aos pobres. Ela acha que não fica bem para boneca alguma andar por aí sem roupa.

Esta menina, rechonchuda devido à ingestão de carboidratos baratos como pão, macarrão e arroz, mas desnutrida, cuja barriga raramente digere frutas e legumes, artigos de luxo em famílias pobres alimentadas com cestas básicas de caridade, usa roupas concedidas por estranhos freqüentadores de templos da fé onde, na maioria das vezes, é possível encontrar alguns pobres de espírito com armários abarrotados de peças de roupa de grife.

Ióli vive num bairro ocupado por moradores de baixíssima renda, onde existem inúmeras igrejas, de diferentes denominações, e nenhuma agência bancária. Cidades desenvolvidas podem ser medidas pela contagem de bancos. Cidades esquecidas podem ser medidas pelo número de igrejas.

Esta menina cor de chocolate ao leite tem os pés chatos e as pernas tortas, por isso usa sistematicamente umas implacáveis botas ortopédicas, que Ióli só tira para dormir. Essas botas, fruto da boa vontade da mãe de uma menina vizinha que calçava um número menor que o seu, provocam fortes dores nos pés da garota, que detestará sapatos para o resto da vida.

Há cinco dias, esta pequena canhota chora a ausência da mãe, inesperadamente desaparecida após uma ida repentina ao hospital público mais próximo. Em sua humilde casa, coberta por tijolos, pedaços de madeira e lona, reina um silêncio amarelo carregado de angústia. Ninguém tem autorização para comentar a ausência da mãe, nem mesmo as vizinhas fofoqueiras com muitos filhos criados, atualmente ocupadas com a vida alheia. Ióli resolve brincar enquanto ainda há tempo.

No seu momento mais dramático, Ióli aperta e abraça a bonequinha-travesseiro improvisada, procurando sentir o cheiro da mãe. Nessa casa igual a tantas outras, ninguém almoça, ninguém janta nem toma banho. É assim quando não tem nenhuma mãe por perto. Todo mundo fica meio perdido, meio filho desmamado, meio cachorro criado em casa, sem rumo nas ruas.

Um fato inusitado quebra o ritmo desse refrão de blues empestiado de um lamento cinza – o irmão mais velho entrou pela porta da frente a correr, sem camisa, com o seu cabelo grande e crespo despenteado e as suas pernas pretas foscas sem hidratante. O irmão grita e gesticula, totalmente descontrolado: – Mamãe morreu! Ninguém chora, ninguém grita aqui, mamãe morreu!

A cena fica muda no pequeno universo dessa criança, que despe e joga longe o travesseiro-boneca e corre descalça para o banheiro com chão de cimento gelado. Ióli decide tomar banho sozinha pela primeira vez. Abre o chuveiro e deixa a água cair na sua cabeça cheia de pensamentos nublados; ela já sabe tomar banho sozinha, mamãe ensinou. Chora e despede-se da própria infância. A menina de sete anos e oito meses escoa pelo ralo encharcado pelas suas memórias; os desenhos infantis, a comidinha da infância, as brincadeiras e todas as noites de insônia, quando dormia agarrada no braço da mãezinha. Ióli tem medo do escuro.

Na minúscula sala-quarto-cozinha, único cômodo da casa, entupida de curiosos, aparecem as três vizinhas fofoqueiras, com os olhos esbugalhados e vestidos de bolinhas de chita com esquisitos botões frontais. A mais velha, muito magra, pálida e rabugenta, segura Ióli pelo braço e, num movimento rápido, que expressa imediatamente seu temperamento autoritário, arrasta a menina com firmeza até a porta de saída da casa. Cuidar de alguém é um exercício praticado de forma doentia por adultos que, na infância, viveram a experiência do abandono.

Ióli tenta resistir. Em vão. Lembra seu aniversário de cinco anos. Naquela ocasião, a mãe confeitou o bolo com um saco de leite de vaca. Lembrou do vestido lindo que ganhou, costurado pela mãe, mas definitivamente as botas ortopédicas não combinavam com nada. Lembrança engraçada em momento triste.

A velha segue pela ladeira de paralelepípedos em seu passo apressado, sempre a praguejar e beliscar Ióli, que se deixa levar a favor da maré. Fica a pensar em como amarrar os sapatos na hora de vestir a roupa para o enterro, pois ainda não sabe amarrar os próprios sapatos. Fica a pensar se crianças podem entrar nos cemitérios, pois a morte não é assunto pra gente pequena.

Ao chegar à casa dessa tal vizinha, Ióli imagina sua vida sem a proteção da mãe. Por ora, teria que enfrentar Verônica. A velha tem uma neta da mesma idade de Ióli, a menina mais cruel da rua. Mesmo num dia trágico como aquele, a garota pega um pedaço de bombril e fica a comparar com o cabelo de Ióli, que não reage, pois está muito distante da realidade cotidiana. Nenhuma das maldades da neta estagiária do empreendimento de maldades da avó poderia furar a espessa redoma de dor e dúvidas daquela garotinha.

Todas as casas parecem iguais. Ióli cai em qualquer canto do cômodo minúsculo devidamente adornado ao centro por um enfeitado aparelho de televisão. O gordo barbudo marido da vizinha está sentado em cima de um caixote de madeira, assiste à sessão da tarde e fuma um cigarro desses bem fedidos. Parece um delegado frustrado em final de carreira. A vizinha entra impaciente e diz com voz de taquara rachada:

– Hora do almoço.

Todo mundo come sentado no chão da sala apertada com o prato na mão.

O marido parece viver em outro planeta enquanto a comida cai do prato e suja a vida real. Só desperta com o grito estridente da velha:

– Hoje só temos arroz com farinha.

Ióli remexe o prato sem apetite algum. Imagina sua volta para casa, o enterro da mãe, os seus três irmãos, a necessidade de organizar as coisas. A verdade é que na sua casa há muito tempo, ninguém almoça, ninguém janta nem toma banho. É assim quando nenhuma mãe está por perto. Lembra de um sonho antigo. Na sua fantasia de menina, sempre desejou comer um bife bem grande, do tamanho do prato, com cebola, salada, arroz, feijão e batatas fritas. Não devia faltar comida para criança alguma. Ióli deixa o prato de lado. Chora desesperadamente. É um pranto mitológico, que traduz uma angústia indescritível: a falta da mãe. Como será a vida das crianças que têm mãe e pai e comem bife com batatas fritas?

Cadernos Negros, Volume 30: Contos afro-brasileiros. Org. Esmeralda Ribeiro, Márcio Barbosa. São Paulo. Quilombhoje, 2007. P.43

Confira nova versão no blog da autora: http://cristianesobral.blogspot.com/2010/05/bife-com-batata-frita-conto-de.html



{Abril 9, 2010}   Variação Linguística

Rap da Língua Portuguesa


Leitura, escrita, literatura, oralidade

A linguagem no ritmo da multiplicidade.

Vem com a gente, galera, vem pra conhecer

A linguagem em uso é o que vimos lhe trazer.


Na sala de aula era assim…

Aluno e professor. A língua? Regras sem fim…


– Ai, que texto grande!! Não consigo entender!!

– Vale quanto, professor? Cai na prova?

– Vou ter mesmo que ler?

– Ai, que coisa chata! Não tem figura? Olha o tamanho da letra…

– É em dupla, professor? Vou ter mesmo que fazer?


– Escreve direito, menino!

– Não assassina o português!

– Caneta na mão copiando a lição!

– Sentado na carteira!

– Isso não é lugar de brincadeira!


Essas são idéias que precisam mudar!

O livro didático público está aí pra inquietar

Para formar sem fazer conformar

Pois a realidade precisamos transformar.

Se liga, meu irmão,

No que vamos te dizer,

Somos todos iguais

E diferentes pra valer

‘Tamo’ na atividade!

‘Tamo’ aí pra valer!


Este é o Rap da Língua Portuguesa

Vem com a gente aprender

Usar a língua com destreza

Oralidade, leitura e escrita

Desenvolver o pensar sem maldade

Mas também sem ingenuidade.

E tudo ler, do romance ao cordel.

O que aceita o papel, ler.

Com todos os tipos de textos, aprender.

Experimentar da língua o potencial

Que tal?

É só entrar e abrir a janela-

-texto que dá para o pensamento

E logo a imaginação acelera

Aprimorando o movimento

Do aprender.


Vem com a gente, galera, vem pra conhecer

A proposta nova que vimos lhe trazer.

Leitura, escrita, literatura e oralidade

Para a construção de uma nova sociedade.


Você é o personagem principal

Do texto ao contexto

É só entrar e abrir a janela

Para os mundos da linguagem.

Ler é conhecer, pensar é refletir

Todos os modos de interagir.

Interagir com o mundo e sua multiplicidade:

O cinema, o trabalho, a TV, a música

A linguagem e toda sua variedade.

E pra ficar mais bacana, a interdisciplinaridade.

Interaja com os elementos

Ampliando seus conhecimentos.


Usar a língua pra falar

Usar a língua pra fiar

Afiar todo o seu ser.

Oralidade, leitura, escrita

Ajudam a fazer quem somos

Pois são as práticas com as quais lidamos.

Nós crescemos com a língua que usamos.


Eu erro, tu erras, nós erramos.

Errar não é pecado.

É, na verdade, tentativa de aprendizado.


Preconceito linguístico é roubada.

Melhor errar do que não fazer nada!


Leitura, escrita, literatura, oralidade

A linguagem no ritmo da multiplicidade

Vem com a gente, galera, vem pra conhecer

A linguagem em uso é o que vimos lhe trazer.


Fonte: http://pt.calameo.com/read/000005582b9d09d6cd3f5

Para saber mais: http://www.tvb.com.br/tvbnoticiascampinas/videos-exibe.asp?v=2671



{Fevereiro 12, 2010}   Minhas férias

Ao Marco Aurélio? rs

Meu sonho como professora é iniciar o ano com a famigerada redação.

Claro que não!!! Tá maluca? Depois vou ter que ler aquele monte de reclamação “só fiquei no computador, não fiz nada nas férias.”

Se os pais fizessem uma redação assim, imagino que diriam o quanto estão felizes pelo fato dos filhos e filhas voltarem para a escola. “Essa menina só fica no computador, não lê nada. Por isso escreve deste jeito. Esse piá só ficou na colheita feliz e no MSN. E agora tem o tal do Twitter. Escrevem de um jeito, que não sei como vai ser. Tenho até dó da professora de português.”

Já que é tabu pedir tal redação, aventurar-me-ei (adorei a mesóclise kaoksoakoakoakao) a falar das minhas férias. Sim, pois eles perguntam: “Profa, o que você fez nas férias?”

Gente, eu não fiz nada. Só fiquei no computador. Professora ganha pouco. Não viajei, fiquei no Twitter, no Orkut, no MSN. “Que horror, profa!” Mas colheita feliz, não! Me negooooo. E já contei pra vocês porquê: 1-Vou só ficar limpando a horta dos outros. 2- Vão ficar me roubando. 3- Não tem brócolis. 😀

Mas outra coisa que fiz também foi ler. E sempre me perguntam o que eu li. E não me perguntem se já li Sherlock Holmes, só por causa do filme, que vou fazer aquela cara (alunos novos estão perdoados de tal disparate! rs). Vou falar de um apenas, que me chegou de modo surpreendente e providencial.

Da corpografia: Ensaio sobre a língua/escrita na materialidade digital – Cristiane Dias

Este livro é um ensaio na qual a autora apresenta uma reflexão sobre a mudança de noção de língua e escritura com o uso do computador e das redes sociais. Ela considera a língua enquanto sistema de representação que guarda traços do nosso pensar e da nossa história. Numa perspectiva da análise do discurso, Dias parte da noção de materialidade da língua para conceituar a corpografia, considerando-se as tecnologias digitais.

A autora, por meio de análises realizadas em redes sociais da rede: salas de bate-papo, Orkut, MSN, fóruns de discussão do Orkut, discute como o corpo se inscreve, através do simulacro da língua, com a escrita na internet, materialmente. O corpo se materializa na escrita, no encontro do real da língua.

As relações dos sujeitos nestes espaços são estabelecidas através de laços de pertencimento pela e na linguagem transgredindo o sistema de representação da língua.

A apropriação de novas formas de escrita, características da linguagem de programação, denominada internetês, que tem gerado a polêmica em torno da subversão da escrita padrão, cria um modo de representação regulado por outros imaginários, com uma normatividade específica.

“Quando falo de um espaço-tempo tecnológico me refiro não somente ao espaço técnico e da velocidade da rede Internet, mas a uma cultura tecnológica que determina uma temporalidade outra no espaço da cidade, no nosso espaço de lazer, nas formas de divertimento, enfim nas práticas cotidianas do sujeito, no modo mesmo de constituição do sujeito nas suas relações afetivas. E isso não está de modo algum apartado da escrita e dos instrumentos/softwares utilizados para produzi-la, considerando que esse modo de escrever é parte da cultura tecnológica. É uma manifestação cultural da língua inserida numa discursividade que é a da tecnologia.”

Em uma das análises, de um Fórum do Orkut, da Comunidade Cibercultura – Pq vc naum escreve direito? a autora aponta a válida preocupação com a educação alfabética, com o futuro da escrita, além da inquietação crescente com invasão do mundo físico pelo mundo virtual, do temor de que este tipo de escrita, característica da digitalidade, acabe com a escrita padrão.

Mas Dias aponta que os modos são outros e há consciência de que o espaço virtual é diferente do espaço real e os laços são diferentes, pois os modos de subjetivação estabelecidos também são outros.

“Considero, portanto, o uso do internetês uma manifestação da língua na história, em seu real constitutivo. Por essa razão, tenho me preocupado em descrever e compreender o modo como essa manifestação se dá.”

Em outra análise, Sob o paradigma do simulacro, o ser outro da língua e do sujeito na escrita da sala de bate-papo, a autora coloca o internetês como criação.

“Se, por um lado, a gramática representa a língua, por outro lado, o modo de escritura do internetês não está comprometido com uma representação da língua, trata-se antes, de criação, simulacro.”

O simulacro não é o representável e nem representa numa relação direta, antes ele transpõe, rompe a relação do real representado e se funde num outra sistematicidade, aberta e fluida, tornando-se outro sistema de representação da língua, diferente do proposto pela gramática normativa.

Os modos de escritura no virtual criam outro da língua que não quer, propositadamente, valer-se da representação da língua padrão, quer criar, quer simular.

Com a introdução de novas mídias, movimento, instantaneidade e simultaneidade os modos de leitura também se modificam.

“Na tela do computador, o olho nunca está fixo no centro. Não há centro. Se o sujeito está fazendo uma busca, seu olho salta de hipertexto em hipertexto, como se buscasse sempre adiante ilhotas no meio do mar. Se o sujeito está teclando através de programas de conversa instantânea, seu olho aguarda sempre a próxima fala, que surge e desaparece na rolagem, empilhando-se às outras. Se ele tecla em salas de bate-papo, seu ‘eu’ projetado na escrita da tela perde-se sempre em meio aos ‘outros-eus’, e que se misturam a si mesmo. Não há centro, nem identidade fixa nas redes de relações na Internet, (…)”

E aqui eu abro um parêntese para falar de outra questão:

O suporte de leitura se modifica e parece-me claro que os modos também sofram alteração e tenhamos consequências na escrita. Alterações nos modos de leitura ocorreram com a mudança de suporte, de pensamento de uma época e de uma determinada cultura.

Do século IV d.C. até o século XIV, por exemplo, a leitura em voz alta era valorizada como forma de sociabilização e de entretenimento. Já no século XVIII e início do século XIX o conceito de leitura se confunde com a fala e a audição, e como a divulgação dos escritos entre os letrados tinha muito poder, os iletrados também conseguiram acesso aos textos por meio da leitura oral. Em um determinado período a leitura já foi considerada até um problema para a saúde física e mental.

Além das mudanças nos modos de ler, o livro também foi determinante para o desenvolvimento econômico de uma “sociedade do livro” – que envolve várias classes de produção e divulgação, desde o autor até os capistas – e cultural, com uma valorização do possuidor do letramento e do suporte do texto. Também há uma eleição de objetos artísticos e não artísticos, além é claro, da universalização do acesso ao livro pela escola.

O livro materializa o sistema econômico e o processo comunicativo que envolve pessoas, classes sociais, profissionais e tecnologia.

A mudança do suporte do texto requer aptidões para manipulá-lo, e isso aconteceu com outras áreas como o cinema que tirou espaço do teatro, a TV que limitou o cinema, a luta da TV paga com a TV aberta, enfim, as mudanças determinam rupturas e continuidades desde que ocorram adaptações. O próprio suporte tecnológico se altera e outros o superam como aconteceu com o vídeo cassete e o DVD.

E agora temos o computador e a Internet como suporte de leitura e escrita.  Talvez alguns escritores temam o fim da era do livro porque sua arte apresenta uma particularidade: a identificação do leitor com personagens e o desenvolvimento da imaginação.

Retornando à discussão que Cristiane Dias nos propõe, em uma análise Do laço sócio-afetivo nos scraps do ORKUT:

Como o sujeito dispõe apenas do sistema gráfico linguístico para manifestar sua afetividade no virtual, ele transpõe do real aquilo que sente na escrita e a corpografia, ou seja, a materialidade do corpo na escrita é o instrumento do qual o sujeito se vale para manifestação do que faria como real, e o impossível torna-se possível por meio da escrita materializada, por meio da simulação.

E através do seu estilo, do seu modo de escrever o internauta manifesta o seu afeto. Os modos de escrever no mundo digital produzem o sentido afetivo que se espera.

“Nesse sentido, pensar uma escrita produzida por afeto, seria pensar uma escrita que pelo estilo, desfaz uma organização da língua, do corpo, e isso, para Deleuze, se faz por um “tratamento sintático original”. É levar a língua ao limite, contorcer sua sintaxe, fazer vibrar suas linhas retas, num grito, num riso, num gosto.”

Gente, adorei esta última frase dela! rs

Quer mais? Leia mais: http://www.labeurb.unicamp.br/portal/pages/noticias/lerNoticia.lab?id=192&categoria=2

Portanto,

Simbora, começar mais um ano letivo…

E não me venham com textos cheios de vc, tc, pq, rs, :@, hsuahsuhasu, só porque eu estou no Orkut, no Twitter, no MSN, … Tem um monte de gente que quer passar em vestibular, quer aprender a escrever “corretamente”, quer entender soneto do Boca do Inferno (Greg. para os íntimos,  rs) e do Atílio também, então… Vamos separar as coisas.

Só deixo se for pra mandar cartinha fofa como a da Amanda! (Carta à moda antiga, mas parecia uma tela do MSN… linda! Arquivo pessoal.)


Essa é clássica das salas de aula. Pra curtir…


E essa é clássica da rede. Pra relembrar (e pq n?) rir um pouco! Quem quiser pode até chorar. Fala sério… rs


Desejo a todas e todos um ano letivo muito produtivo!


Para saber mais:

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3447701-EI8425,00-Lingua+ou+gramatica+eis+a+questao.html

http://br.dir.groups.yahoo.com/group/masonline/message/11795

http://pt.wikipedia.org/wiki/Gilles_Deleuze

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Baudrillard

http://www.cibercultura.org.br/tikiwiki/tiki-read_article.php?articleId=68

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u62541.shtmlhttp://loucademiabrasileiradeletras.blogspot.com/search?q=internetês



{Janeiro 1, 2010}   2010 com muito respeito!

contranarciso

A 7 spot ladybird, Coccinella 7-punctata, on a flowering plant Foto: Natural History Museum - British natural history


em mim

eu vejo

o outro

e outro

e outro

enfim dezenas

trens passando

vagões cheios de gente

centenas


o outro

que há em mim

é você

você

e você


assim como

eu estou em você

eu estou nele

em nós

e só quando

estamos em nós

estamos em paz

mesmo que estejamos a sós


Paulo Leminski – sangra:cio (1980)

Leia mais em 2010: http://pt.shvoong.com/books/speech/1900724-troca-impossível/

http://www.nhm.ac.uk/nature-online/british-natural-history/index.html

http://www.kakinet.com/caqui/leminski.htm



{Dezembro 9, 2009}   Múltiplas leituras

A princípio ele é um livro que causa estranhamento. Muito mais pela estratégia narrativa que pela ousadia em descrever personagens desagradáveis de nossa história.

Repleto de citações de dezenas de autores que vai de D. H. Lawrence a Sylvia Plath, Yourcenar a Fitzgerald, Kundera a Clarice Lispector, T. S. Eliot, Pasternak. O leitor se delicia a cada momento com a loucura das interrupções das chamadas númericas que permeiam os capítulos centrais.

Um trecho da exortação de Ignácio de Loyola Brandão que me instigou ainda mais a leitura.

“Carrero me lembra Henry Miller, com muito mais violência. Ele não poupa personagens, assim como não poupa o leitor. E no entanto, ficamos fascinados, não há como largar o livro, (…) Carrero é cheio de humanidade para com sua gente, com sua Recife. Está avisado. Se não quiser, não entre. Entrando, não há de se arrepender…”

Vamos a um trecho do livro:

“(…) Deveria acordar Leonardo? E Biba? Por que dormira no chão, embaixo da rede? Não daria atenção a Siegfried. Ele que fizesse o café quando acordasse.

“Os medíocres não conseguem ser derrotados, pois não sabem distinguir nem o que significa realmente vitória do que seja derrota. A verdade é que não atingem a condição plena do humano, por não terem idéias próprias, não se individualizam. Fazem parte de uma enorme e poderosa classe, constituem verdadeiras legiões, imbatíveis. Geralmente, não têm distinção nem pudor. Gostam de se exibir através de roupas (como cuidam do exterior), de cargos, de títulos, de jóias, de livros publicados de qualquer jeito, visando apenas notícias nos jornais e tardes de autógrafos. Confundem, quase sempre, espalhafato e berros da moda com elegância. Possuem uma incontrolável tendência para se tornarem macacos de auditório de qualquer idolozinho que apareça. Escancaram-se, apresentam, em toda oportunidade que apareça, o rol das coisas que conseguiram, dos objetos que possuem, por mais insignificantes que elas sejam. Poderia até inventar um lema para eles: quem não se exibe não existe. São os campeões, segundo Fernando Pessoa, poeta que se considerava derrotado até nos pequenos acontecimentos da vida.  É comum também essas pessoas perderem o sentido de lealdade. Leais apenas ao sucesso, representado em duas coisas fáceis: dinheiro e poder. Tudo mais podem trair: até eles mesmos.”

Ísis pensava nesse texto de Renato Carneiro Campos quanto entrou no quarto para acordar Leonardo. Via o alemão. Nu. Deitado na cama. Mais do que deitado: esparramado. Como se tivesse a consciência tranqüila. Como se pudesse dormir à solta. Um medíocre. Um traidor. Um aventureiro. No íntimo: um invejoso. Precisava de sucesso, mesmo com traições. Para manter a macheza. Para se fazer de invencível.” (p.87-88)

Leia mais: Somos pedras que se consomem. Raimundo Carrero. Iluminuras. 1995.

Veja se está disponível na Biblioteca Pública do Paraná pelo catálogo eletrônico, se não estiver, empreste outro livro e boas férias!

http://www.pergamum.bpp.pr.gov.br/biblioteca/index.php?resolution2=1024_1#posicao_dados_acervo



{Novembro 26, 2009}   Um contador de histórias!

Hoje reencontrei um amigo, contador de histórias (e algumas foram editadas num livro chamado Caixa de Ferramentas – Manual indispensável para o bom desempenho nos recursos humanos), e como foi bom conversar novamente com alguém que contribuiu tanto para a minha persistência.

Ele me deu a seguinte história pra ler:

O fruto da persistência

Um homem investe tudo o que tem numa pequena oficina. Trabalha dia e noite, inclusive dormindo na própria oficina. Para poder continuar nos negócios, empenha jóias da esposa. Quando apresentou o resultado final de seu trabalho a uma grande empresa, disseram-lhe que seu produto não atendia ao padrão de qualidade exigido. O homem desiste?

Não! Volta à escola por mais dois anos, sendo vítima da maior gozação dos seus colegas e de alguns professores que o chamavam de “visionário”. O homem desanima? Não!

Após dois anos, a empresa que o recusou finalmente fecha contrato com ele.

Durante a guerra, sua fábrica é bombardeada duas vezes, sendo que grande parte dela é destruída. O homem se desespera e desiste? Não! Reconstrói sua fábrica, mas um terremoto novamente a arrasa. Essa é a gota d’água e o homem desiste? Não!

Imediatamente após a guerra segue-se uma grande escassez de gasolina em todo o país e este homem não pode sair de automóvel nem para comprar comida para a família. Ele entra em pânico e desiste? Não! Criativo, ele adapta um pequeno motor à sua bicicleta e sai às ruas. Os vizinhos ficam maravilhados e todos querem também as chamadas “bicicletas motorizadas”.

A demanda por motores aumenta muito e logo ele fica sem mercadoria. Decide então montar uma fábrica para essa novíssima invenção. Como não tem capital, resolve pedir ajuda para mais de quinze mil lojas espalhadas pelo país. Como a ideia é boa, consegue apoio de mais ou menos cinco mil lojas, que lhe adiantam o capital necessário para a indústria.

Encurtando a história: Hoje a Honda Corporation é um dos maiores impérios da indústria automobilística japonesa, conhecida e respeitada no mundo inteiro. Tudo porque o Sr. Soichiro Honda, seu fundador, não se deixou abater pelos terríveis obstáculos que encontrou pela frente.

Se você, como infelizmente tem acontecido com muitas pessoas, adquiriu o hábito de viver reclamando e lamentando, experimente seguir sempre em frente, na busca dos seus objetivos sempre!

Obrigada, Chain, mais uma vez, por essa história (e muitas outras, e só quem passou por esse caminho sabe do que estou falando)!

Um caminho feliz se faz com persistência e uma alma agradecida! 🙂

Leia mais: (e não demora que o livro está acabando, rsrs)

Caixa de Ferramentas/Legrand. Belo Horizonte: Editora e Livraria do Chain, 2010.

Livraria do Chain

Rua General Carneiro, 441 (em frente à Reitoria)
Alto da Glória
(41) 3264-3484
De segunda a sexta das 8h às 19h30. Sábado das 8h às 18h.

A Livraria do Chain oferece livros nas categorias como administração e negócios, artes, auto-ajuda, beleza, lazer, hábitos sociais, bíblia, biografias, ciências biológicas e agrárias, ciências da saúde, ciências exatas e da terra, ciências sociais, direito, economia e contabilidade, educação, engenharia e arquitetura, esoterismo, esportes e educação física, filosofia, gastronomia, história, história em quadrinhos, informática, lingüística e dicionários, literatura, literatura infanto-juvenil, medicina integral, psicologia, religiões e doutrinas, RPG e guias de viagens. Com um atendimento todo especial!



Muitos autores defendem o trabalho com textos na escola a partir da abordagem do Gênero Textual e da Tipologia Textual.

Cada tipo de texto é apropriado para um tipo de interação específica. Deixar o aluno restrito a apenas alguns tipos de texto é fazer com que ele só tenha recursos para atuar comunicativamente em alguns casos, tornando-se incapaz, ou pouco capaz, em outros.

Luiz Antônio Marcuschi afirma que em todos os gêneros os tipos se realizam, ocorrendo, muitas vezes, o mesmo gênero sendo realizado em dois ou mais tipos. Ele chama essa miscelânea de tipos presentes em um gênero de heterogeneidade tipológica.

O primeiro trabalho que recebi para o desafio que foi proposto aos alunos é de autoria de Marco Aurélio Svitalski, aluno do 1º ano do Ensino Médio.

Achei lindo!

Obrigada, Marco Aurélio.

Confiram o blog do autor em: www.marconopapo.wordpress.com

A trilha sonora é de Ademir Plá.

PL_DE_~1

 

 

Foto de Diogo Saito Takeuchi

 

VAMOS AO VÍDEO:

 

Leia mais… http://billbandalha.multiply.com/journal/item/226

http://www.slideshare.net/luciane239/generos-textuais-presentation

MARCUSCHI, L. A. “Gêneros textos: definição e funcionalidade” In: DIONÍSIO, A. P.; MACHADO, A. R.; BEZERRA, M. A. (orgs.) Gêneros textuais & ensino. Rio de Janeiro: Lucerna.



{Outubro 22, 2009}   Primavera!

1flor58Ela é bela

A Natureza toda formosa

como sempre glamurosa

Entre as 4 estações

você é que marca os corações.

Sempre colorida e bela

eu me admiro

com sua beleza pela minha janela

observando a perfeição da natureza.

Você chega alegrando

as flores dos bosques e campos

todos saem para te prestigiar

você colore o quintal do nosso lar

Primavera, verão, outono e inveno

você é o que eu mais espero!

Gabriela e Aline 1ºk



{Outubro 22, 2009}   Primavera!

CA55TVC8CAQ6KVENCAWLOQ8XCAEQXF3TCAH9FUA0CACU0JOCCA24M0XSCAULHXKBCAAK8CXHCAD4Q49LCA3PUAAOCA1MXL4LCAO60TGBCAU8GSRXCAK6G1O2CA2CSE1DCAYE63HOCA2NKMEVCAMYPD29A primavera chegou e nos contagiou

Sua luz nos traz alegria

seu teor trouxe amor

as árvores assombram nosso viver

aflora nossas vidas com prazer

a mágoa nos faz esquecer

e o ódio para nunca mais voltar

lindo dia, lindas flores num campo sem dores

a primavera traz um lindo luar

E o céu faz brilhar

Enfim quando ela chega

A primavera me aconchega

 

Henrique Jr., Nilson, Rodrigo 1º J



{Outubro 21, 2009}   Primavera!

floresAs flores lá fora no jardim

alegram meu dia assim

O sol que irradia

Ilumina meu dia-a-dia

Se eu faço um desejo

Peço logo um beijo

Olho na janela e vejo um pássaro voando

Paro e penso: Eu estou amando

A chuva quando cai no telhado

Deixa o jardim todo enxarcado 

Quando vem a escuridão

Acelera o coração

Quando saiu na janela

Vejo logo a primavera.

 

Ana Caroline, Emily e Kaoana 1ºK



{Outubro 21, 2009}   Primavera!

Primavera, primavera

Quando eu abro a janela

Me encanto com a sua beleza tão bela

Primavera, primavera

Quando te vejo sinto a emoção

De que logo vem o verão

Primavera, primavera

As suas flores coloridas

Encantam as nossas vidas

Primavera, primavera

Quando estou junto a ti, quero que não tenha fim

Pois a sua beleza se iguala a mim

Primavera, primavera

Somente esse poema para expressar algo assim

 

Autores, por favor, identifiquem-se!



{Outubro 20, 2009}   Primavera do Vacilão

eu-so-quero-ser-livre1A estação das flores

Deixa a cidade mais bela

As pessoas adoram

E também ficam belas.

Com a beleza, vem o amor

Com o amor, vem o carinho

Com o carinho, tem flores

E justo na estação das cores.

A primavera é tão linda

As flores maravilhosas

Não tem gíria de mano

Mas também, é da hora.

Mostra a cara vacilão

Que a gente quer saber

A sua opinião

E o que você tem pra dizer.

Lucas Henrique(Beiço)1ºk

Nota explicativa: Esta composição foi feita após uma sequência de comentários, incentivados por um anônimo, o qual ganhou a alcunha de “Vacilão”, pois criticou a gíria utilizada no primeiro poema da série “Primavera”. 



{Outubro 20, 2009}   Primavera!!!

urubuMuitas flores, mil amores,

Sol e céu azul.

É a estação das flores

e do urubu.

 

Olhe para o mar,

os golfinhos estão a saltar.

Sol em Curitiba?

Anima o atletiba

 

Tudo fica alegre e feliz,

porque o inverno já passou.

Liguem o chafariz,

Primavera começou!

 

Não vá para Matinhos,

pegue outros caminhos

Vá para os Estados Unidos,

porém deixem os maridos…

 

MARCO AURÉLIO E ERICK PILARSKI 1ºJ



{Outubro 20, 2009}   Primavera!

flores-5056Soneto: Bela Primavera..

 

És bela oh! grande primavera

Que situa em cada um, uma flor

E também um verdadeiro amor

Mas agora inicia uma nova era

 

A cada ano uma nova aloevera

A cada ano uma nova flor

E também uma grande dor

Pois o homem acaba contigo, primavera

 

A nova década se inicia

No frio ou no calor

Uma primavera esvaidecida

 

De três em três se conta o ano

Pois é bela, ó flor, que nasce

A cada primavera depois do outono

 

ATILIO , GIOVANI E JOÃO 1ºK



{Outubro 18, 2009}   Primavera!

tronoDepois do outono, vem a primavera

chegando de mansinho, linda e bela

encantando a tia Vera

brotando flores vermelhas e amarelas

 

Hoje e sempre a brotar

flores lindas para nos alegrar

nunca nos deixando baquear

com os problemas que iremos enfrentar

 

Quando a primavera está a acabar

esperamos até o ano seguinte

para voltarmos a nos alegrar

no ano de dois mil e vinte

 

Esperamos ansiosos sentados no trono,

depois do outono.

 

Eduardo e Luis 1º J



{Outubro 17, 2009}   Primavera!

BXK5116_borboleta800A bela primavera,

A todos nós alegra

Enquanto o verão não vem

Os pássaros cantam,

As borboletas voam

E a nossa imaginação vai além.

O sol, quase apagado

Praticamente não se vê

As flores nascem sobre o gramado

Fazendo a vida florescer

As rosas no jardim

São o puro amor na estação

Pela janela vejo o jasmin

A flor que desperta meu coração

Evelise G. e Francielly 1º K



{Outubro 17, 2009}   Primavera!

6409floresHoje estou aqui
Amanha estou lá
É a primavera que faz meu mundo girar

As flores esbeltas
Nesse mundo pra encantar
Conheci vários amores
Que me fez delirar

Já não sei mais se é a primavera
Que me faz amar
Só sei que a vida é bela
Ao som do cantar

Hoje posso sentir
O que nunca senti lá
Foi a primavera
Que fez meu mundo mudar

Frederico e Lucas G.1ºK



{Outubro 17, 2009}   Primavera!

BXK68288_ipe-rosa___em-sampa800Mais uma vez chega a primavera.
As flores começam a desabrochar.
E os pássaros começam a cantar.
Deixando ela mais bela.

A alegria  volta a cidade.
O sol começa a brilhar.
As pessoas voltam a amar.
Demonstrando sua felicidade.

Agora é tempo de paz.
abaixem-se as armas.
A guerra não voltara jamais.

Longos dias ensolarados.
As flores por toda parte.
Deixando todos apaixonados.

alysson w. B  e tiago N. S. 1ºK



{Outubro 16, 2009}   Primavera!

flor_azulPrimavera existe coisa mais bela ?

Flores encantando os jardins

Como as pétalas do jasmim.

Várias cores que nos lembram sabores

e antigos amores

Amores aqueles que me lembram das dores

que um dia eu senti por amar

O Céu e o mar me lembram de sonhar

e com eles eu quero estar

quando de você lembrar

Cores, amores , sabores

Eu sou posso encontrar

quando o tempo da primavera

De novo chegar.

Rafaella Haro e Thais 1º J



{Outubro 16, 2009}   Primavera!

girassolCeuPrimavera maravilhosa
Primavera cor de rosa
O céu é tão lindo
e o azul tão infinito
Um jardim de girassol
refletem as luzes do sol
O amor cresce nesse tempo
Sem hora pra acabar
As cores são de um jeito
onde ninguém sabe se vai passar.
E pra finalizar eu vou te dizer
espero que com uma flor
eu te conquiste pra valer.

Debora e Maryana 1ºJ



{Outubro 10, 2009}   Primavera!!!

borb“As flores são bonitas
em qualquer lugar do mundo
muita gente tem forma
mas não tem
conteúdo.

Primavera é a estação da flor
Depois dela vem a do calor.

A primavera é dahora,
e minhas rima apavora.

As flores caem no outono
e a primavera me dá sono.

Vou mandar um papo reto
pros parceiro e pros irmão
a primavera apavora
e é só disposição.”

Maian e Kelvin 1ºK



et cetera