o BloG dA pRofA











{Junho 15, 2012}   A assembleia dos ratos
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Ilustração: Gustave Doré

A assembléia dos ratos

Um gato de nome Faro-Fino deu de fazer tal destroço na rataria duma casa velha que os sobreviventes, sem ânimo de sair das tocas, estavam a ponto de morrer de fome.

Tornando-se muito sério o caso, resolveram reunir-se em assembléia para o estudo da questão.  Aguardaram para isso certa noite em que Faro-Fino andava aos mios pelo telhado, fazendo sonetos à lua.

– Acho — disse um deles — que o meio de nos defendermos de Faro-Fino é lhe atarmos um guizo ao pescoço. Assim que ele se aproxime, o guizo o denuncia e pomo-nos ao fresco a tempo.

Palmas e bravos saudaram a luminosa idéia.  O projeto foi aprovado com delírio. Só votou contra, um rato casmurro, que pediu a palavra e disse — Está tudo muito direito.  Mas quem vai amarrarar o guizo no pescoço de Faro-Fino?

Silêncio geral.  Um desculpou-se por não saber dar nó.  Outro, porque não era tolo.  Todos, porque não tinham coragem. E a assembléia dissolveu-se no meio de geral consternação.

Dizer é fácil; fazer é que são elas!

Em: Fábulas, Monteiro Lobato, São Paulo, Ed. Brasiliense:1966, 20ª edição.



{Junho 17, 2011}   O despertar da primavera

Parabéns às formandas e aos formandos!



{Maio 8, 2011}   A história da Maluh

Nunca fui boa contadora de histórias (os primeiros anos que o digam… rs), mas a que ouvi da Maluh merece ser passada adiante. Será de modo simples, não-literário e muito menos poético. Espero que seja eficiente ao menos.

Ela me contou que um dia quis matar sua irmã mais velha: Marlene. Maluh estava com apenas 6 anos.  

Maria Amália, mãe sábia e carinhosa, deu às filhas duas bonecas de porcelana e sabe-se lá por qual motivo, Marlene guardou a sua e foi brincar com a da irmã. 

Brinca daqui, brinca dali… como brincadeiras nem sempre são levadas a sério, a boneca caiu de suas mãos e espatifou-se no chão.

Maluh não ficou apenas inconsolável, sentiu raiva, ódio mesmo, e começou a chorar, a gritar, querendo matar a irmã por tamanho descuido.

A mãe, vendo a raiva que a pequena sentia, fez-lhe uma proposta:

– Você cumprirá uma tarefa primeiro, depois resolveremos se você vai matar a sua irmã ou não. – e imediatamente pediu a Vanda, a babá que cuidava das crianças na fazenda, que lhe trouxesse um balde cheio de carvão e uma camisa branca.

Maluh avisou que sua mãe fora alfabetizada na fazenda mesmo e lia muito, portanto deve ter lido essa história em algum lugar e utilizado neste momento.

A pequenina foi incumbida de passar o carvão por toda a camisa até que ela ficasse totalmente preta para depois então resolver a questão com Marlene. Enquanto passava a raiva preta pela camisa, enxugava suas lágrimas com as costas das mãos.

Terminada a tarefa, resoluta voltou-se a mãe:

– Pronto! A camisa está preta. Agora quero ir, vamos lá matar a Marlene.

Cuidadosamente, Maria Amália retira de baixo de seu bordado um espelho e chama a menina.

– Veja, olhe para o seu rosto. O mal que há no mundo é como este carvão. Não há como você senti-lo sem que isto te contamine também.

A história bem que poderia terminar aqui. E seria ruim não saber o que houve com a Marlene e a boneca que sobrou. Maluh me contou que a mãe chamou a irmã mais velha, conversou e mostrou a ela que justiça deveria ser feita.

Marlene, de bom grado, deu a sua boneca para Maluh.

Obrigada, Maluh, por compartilhar tantas histórias com tamanho carinho. Amo nossas conversas literárias! 

Se a história é real? rsrs

Agradeço especialmente aos primeiros anos por ouvirem pacientemente as histórias que conto e acreditarem nelas! 😀



{Novembro 29, 2010}   Descortinando a crônica

Nas duas primeiras décadas do século XX, o gênero deixara de ser designado por folhetim. A partir da Semana de Arte Moderna de São Paulo, em 1922, os autores serviram-se da crônica para divulgar e defender novos ideais de arte e literatura. O humor nos fatos do cotidiano, fatos banais, nova linguagem literária. Um jovem inicia como colaborador de jornal nesse período e se tornará um dos principais representantes do gênero: Rubem Braga. (…)

Cada um procura a melhor forma de fazer seus registros, buscando artefatos que lhe sejam mais agradáveis. O que importa é o registro feito. O conhecimento é uma experiência prazerosa e toda vez que se faz registro, está repassando o conhecimento adquirido e vivenciado para outras pessoas. O conhecimento não é nem nunca foi egoísta. Precisa ser partilhado. Convivido.

Josane Buschmann

Obrigada, Jô!

A partir do trabalho da profa Josane, alunas e alunos do 1º EM escolheram o tema e estão construindo dois blogs, com informações, imagens, vídeos e textos narrativos produzidos por eles/elas.

Visite, dê sua opinião e incentive a escrita e a leitura:

bLog d@ 1G:

http://divercidadecult.wordpress.com/

bLog d@ 1F:

http://diversidadedegeneronaescola.wordpress.com/




{Novembro 13, 2010}   Memória Escrita 33

Ao meu redor, giram letras, palavras, músicas e poemas. Não sei em que momento de minha curta vida comecei a ouvir cada palavra e a entender cada música. Apenas sei que foi a partir desse momento que minha vida mudou.

Eu queria ler tudo o que via pela frente, desde livros a placas de carro, afinal eu tinha descoberto um mundo novo. Eu ainda lembro das broncas que eu levava quando lia durante as viagens, minha mãe dizia que eu ia passar mal, mas depois de um tempo ela desistiu de me contrariar.

Minhas recordações nunca vão mudar, mesmo as palavras mudando, minha vida ao lado das palavras continuará, mesmo sabendo que elas não ligam para quem está lendo.

 



{Novembro 13, 2010}   Memória Escrita 32

O princípio das letras

No começo do ano da primeira série começamos aprender as letras. Muito difícil no começo! Aquele jogo de letras embaralhava minha cabeça.

Aos poucos fui descobrindo um mundo mágico da leitura com ela fui me aperfeiçoando cada vez mais nas redações e sempre querendo descobrir as coisas novas ao meu redor.



{Novembro 13, 2010}   Memória Escrita 31

Meus primeiros contatos com as letras foi quando minha mãe me ajudava com as tarefas de escola, quando eu comecei a sair de casa também. Via muros escritos, que então eu tentava copiar a forma das letras desenhando-as em um papel. Após alguns anos eu comecei a ler muitos livros e parei, porque acabei ficando sem interesse. Foi assim que eu tive a maioria dos meus contatos com as letras, a maior parte que eu me lembro da minha infância, pois a maioria das coisas que eu fazia eu acabava me esquecendo após alguns dias.



{Novembro 13, 2010}   Memória Escrita 30

O primeiro contato com as letras, que é o essencial para o homem é algo inexplicável para uma criança. pois são as experiências novas, das quais ela irá ter que aprender a lidar.

Épocas boas que não voltam mais, quem diria que eu ao crescer e ter descoberto aquelas letrinhas descobriria um pouquinho do que é o mundo, elas que eram tão difíceis de serem desenhadas, mas quando conseguia era uma alegria.

Momentos que não voltam mais.



{Novembro 13, 2010}   Memória Escrita 29

Lembro-me como se fosse ontem quando entrei chorando naquela pequena escola, quando olhei para dentro de uma daquelas salas, mais criancinhas como eu, chorando pedindo aos pais, foi naquele momento que me senti tranquilo, pois eu não era o único ali. Após alguns dias as professoras foram me mostrando risquinhos que se juntaram com outros risquinhos, que as professoras chamavam de letras e palavras, e essas letras vinham com musiquinhas e essas musiquinhas sempre seguiam uma ordem de letras que se chamava alfabeto, foi com o passar do tempo que comecei a ver essas letras de uma forma diferente, tão diferente que hoje não vivo mais sem meus risquinhos.

 



{Novembro 13, 2010}   Memória Escrita 28

 

Do passado para o presente, pois tudo que nós fazíamos sem responsabilidade sem a obrigação sem deveres não precisa ter horários, limites são poucos, apenas a diversão.

Um que nunca mais vai voltar se pudéssemos voltar para ter tudo de novo.

A escola era diversão aprender era um modo de se divertir na época, aprender a ler e a escrever era divertido.



{Novembro 13, 2010}   Memória Escrita 27

Não sabia que aos nove meses de idade eu saberia andar e aos 2 anos entrar na escola e aprender a língua portuguesa nunca gostei muito, mas agora eu vejo a importância disto aquelas palavras, tantas, regras e tantos nomes, mas as palavras fazem parte da minha vida.

O meu primeiro contato foi um desastre, eu escrevo muito mal, desde lá mas mesmo assim consigo e conseguia. Odeio escrever e sempre odiei, mas vou vivendo assim, não sou ninguém e todos serão ninguém na vida se não souberem escrever.



{Novembro 13, 2010}   Memória Escrita 26

A minha relação com as letras começou treze anos atrás quanto meus pais começaram a me ensinar até a hora de eu ir para a escola que fui me aperfeiçoando como escrever e a ler as palavras e as letras, para mim foi a melhor coisa do mundo que hoje tudo mexe com o estudo, mesmo que não mexesse foi muito bom começar a usar as letras de forma correta, mas há várias pessoas que tem oportunidade de aprender e não querem nem saber, mas eu estou aproveitando a minha oportunidade, quem sabe daqui cinco anos eu seja um arquiteto, estou lutando para isso acontecer.



{Novembro 13, 2010}   Memória Escrita 25

Desde os meus primeiros meses de vida estive em uma escola, mas só fui entender o porquê que eu ia todos os dias naquele lugar quando estava passando da primeira série pra a segunda, pois é nesse período que começamos a entender o que é aquelas tais letras que as “tias” tentam nos dizer que B com A fica BA e assim vai.

No começo, todos nós brincávamos com aqueles cubos que tem uma letra em cada lado, eu tentava formar tudo e qualquer coisa que passava pela cabeça, mas nunca saia nada até que um dia aprendi a escrever meu nome, escrevia várias vezes e  sempre perguntava para minha mãe se ela sabia o que tava escrito.



{Novembro 13, 2010}   Memória Escrita 24

Quando você ainda é pequena tem aquela vontade enorme de poder escrever ou ler e não consegue e começa a pegar seus primeiros livros de literatura infantil e uma folha de papel e nela você  tentava escrever o alfabeto, tentando juntar as letras para ver se uma palavra sairia no papel.

A primeira vez que comecei a tentar escrever, colocava letra daqui e letra dali, letras maiores que as outras, letras de ponta cabeça, e para mim é como se eu estivesse escrevendo um monte de coisas, enquanto no papel nada mais nada menos do que várias letrinhas rabiscadas. E depois como o maior orgulho mostrava para meus pais o quanto eu sabia fazer, e o quanto eu ficava feliz de saber que eu sabia o alfabeto.



{Novembro 13, 2010}   Memória Escrita 23

Até hoje me lembro de quando comecei a manipular essas pequenas coisas. Era algo tão estranho, e divertido ao mesmo tempo. Algo tão novo para mim foi, a timidez  com elas era algo inexplicável, algo tão estranho, e com tanta importância.

E agora? Parece que fazem parte de mim, estão em todo lugar. O mais divertido, era que, essas pequenas letras juntavam, fazendo algo extraordinário chamado palavras. Ficava, confuso, mal entendia as letras e agora existem as monstruosas palavras!

Bem, algo tão magnífico que agora são lembranças. Agora só resta usá-las, para que fim? Aprendemos para nos comunicar, algo que começou bobo, só que ficou complexo. Recordar como era divertido vê-las e não entendê-las, infelizmente, só aprendemos uma vez.



{Novembro 13, 2010}   Memória Escrita 22

Anos atrás foi como um bicho de sete cabeças para mim. Eu imaginava que jamais conseguiria, mas com isso eu aprendi que desperta a imaginação, sonhos e ainda mais vontade de conhecer mais e mais o mundo das letras.

 



{Novembro 13, 2010}   Memória Escrita 21

As letras despertam saudades nas pessoas, pois quando uma pessoa lembra do passado, ela sabe que não pode voltar e a única lembrança que tem de seus anos anteriores são as palavras.

Para uma pessoa lembrar do passado pode ser triste ou feliz, depende de suas lembranças, de suas crenças.

Para mim, o jogo de palavras traz lembranças de um tempo bom, onde não havia responsabilidades e nem cobranças. Uma época onde eu podia ser eu mesma sem me preocupar com o que as outras pessoas pensam. Uma época feliz.

 



{Novembro 11, 2010}   Memória Escrita 20

Na verdade acho que sempre tive mais contato com os números, mas lembro de todas as noites meu pai lendo algumas páginas de um livro para mim, que particularmente não sei da história até hoje. É alguma coisa com Capelo Gaivota; um livro de capa dura azul, com o título escrito em prata, não deve ser o tipo de livro que se lê para uma criança.

Lembro do primeiro livro que eu mesma li. Até hoje não sei pronunciar o nome, e também não lembro como se escreve. Mas é uma história conhecida, em que a filha paga uma dívida do pai, se casando com o rei. Por algum motivo, ela teria que transformar palha em ouro e assim se desvenda a história.

O que acho legal é que o primeiro livro que li sozinha quando criança fazia e faz muito mais sentido do que o que o meu pai lia perfeitamente e diariamente para mim.

 

Este é o filme que marcou uma geração e transformou o livro de Richard Bach num best-seller que vendeu 40 milhões de cópias e viajou por 70 países do mundo. Foi indicado ao Oscar® 1974 (Melhor Fotografia e Melhor Montagem) apresenta uma trilha sonora ganhadora do Grammy® e do Globo de Ouro®, do lendário Neil Diamond.



{Novembro 11, 2010}   Memória Escrita 19

Primeiro ABC

Na entrada da escola a mãe se despede da filha, o primeiro dia de aula da vida inteira, tão entusiasmada para ver a professora, os colegas e todas as novidades.

Quando a professora começa a falar das “tais” letras que tanto queria conhecer fica feliz, mas assustada por tanta coisa nova. Sentia que era tão difícil escrever a primeira letra, o nome inteiro nem se fale.

Hoje fica uma linda recordação da sua primeira letra, e uma grande saudade. O que “ontem” era difícil hoje é mais do que uma das coisas que ela mais usa, e não importa se é o português, matemática ou biologia, ela ainda usa o ABC.

 



{Novembro 11, 2010}   Memória Escrita 18

Tenho muita saudade de quando estava aprendendo a escrever, não me lembro em que série foi, eu não sabia escrever direito ainda e tive que fazer uma carta para minha mãe, a carta ficou bem feia, mas foi de coração, até hoje minha mãe tem ela, eu sempre escrevia, chegava em casa e ia escrever, até eu chegou um tempo, eu conheci o computador e parei de escrever.

Lá pela terceira série a professora começou com a ideia de fazer um teste para ver quem podia escrever de caneta e dali em diante e eu passei.

 



{Novembro 11, 2010}   Memória Escrita 17

Meus primeiros contatos com as letras um dia foram inesquecíveis, porém, hoje em dia nem consigo lembrar direito.

Talvez seja porque eu era muito criança, talvez porque eu tenho a memória ruim, não me lembro muito bem dessas imagens. Mas dos sentimentos… talvez eu lembre.

Eu aprendi a ler quando era bem novo, com a minha mãe, em casa. Era fantástico ver todas aquelas letras, algumas simplesmente redondinhas, ou então, o que era ainda mais fantástico, algumas belas iluminuras, que iniciavam cada bela história.

Com o tempo, um pouco de encantamento passa, mas as lembranças permanecem vivas.



{Novembro 11, 2010}   Memória Escrita 16

Letras são muito estranhas quando não sabemos o que são, as primeiras vezes que tive contato com as letras não entendia nada, ficava curioso para saber porque as pessoas ficavam olhando aquelas letras, era algo muito curioso. Até que entrei na escola e lá havia muitas letras e livros, por sorte, a professoras começou a explicar tudo. Quando cheguei em casa, peguei a revista que todos ficavam olhando e comecei a juntar os sons das letras e consegui ler minha primeira palavra. Aquilo foi um momento muito feliz que nunca vou esquecer, e agora entendo que aquelas letras estranhas eram na verdade algo muito importante que vão me ajudar muito na minha vida e no meu futuro.

 



{Novembro 11, 2010}   Memória Escrita 15

A primeira vez em que eu comecei a aprender sobre as letras foi no pré 1, em que eu estava aprendendo a escrever vendo os sons das letras, vendo como se escrevia cada letra e tentando muitas vezes criar frases, palavras que para mim eram meio trabalhosas. No pré as professoras não davam coisas pra gente ler e escrever, apenas para recortar e colar, enfim, pré 1 do que estou falando.

Mas mesmo sem muito incentivo, eu tinha curiosidade em aprender sobre as letras, ler, escrever, etc. Depois de um tempo, quando eu já estava na primeira série, (ensino fundamental) eu queria ler livros e lia mesmo, com vontade mesmo. Os livros de primeira série eram pequenos, mas para mim eram fascinantes as histórias, pois eram poucas as já lidas por mim e hoje eu gosto de ler, gosto muito, mas para que eu me interesse pelo livro ele deve ser muito bom.

 



{Novembro 11, 2010}   Memória Escrita 14

A primeira vez que eu tive contato com as letras foi quando eu estava aprendendo a ler e escrever. Claro que antes eu via algumas letras, mas não tinha noção do que estava escrito.

Para mim as letras são muito importantes, pois sem elas eu não iria ter um futuro, não iria chegar até onde estou hoje, não estaria pensando em faculdade. Eu seria uma analfabeta e meu futuro não teria nada de bom.

Pode até ser que depois de terminar meus estudos eu sinta saudades da escola, das letras que eu aprendi e me proporcionaram um futuro melhor. Vou passar tudo o que eu aprendi para os meus filhos, para os meus netos, que vai passando de geração em geração. E eu garanto que vão fazer tudo certo.

 



{Novembro 11, 2010}   Memória Escrita 13

Foi quando na infância, assistindo aos programas e propagandas de televisão onde passavam as letras, às vezes em algum anúncio, eu acredito que foi esse o primeiro contato com as letras, pois não me lembro de qual foi a primeira palavra que tenho falado.

Quando entrei em uma escolinha, foi a primeira vez em que pude ter um contato maior com a escrita, com as palavras, mas ainda não escrevia nem lia.

Como era boa a infância, onde você não se preocupava com provas, tarefas e etc; tarefas que hoje têm que ser cumpridas. Mas é muito bom relembrarmos daquele tempo mesmo que não possamos lembrar de tudo o que fizemos, mas às vezes até isso é bom, pois às vezes nos deixa tristes.



{Novembro 11, 2010}   Memória Escrita 12

Meus primeiros contatos com as letras foi quando eu comecei a ir para a escola, lá eu aprendi várias letras. Mas agora eu acabei esquecendo como eu tive meu primeiro contato com as letras, mas isso não me importa mais, porque eu já sei andar entre outras coisas e agora eu estou aprendendo muita coisa nova. E agora tudo o que eu já aprendi fica na lembrança, pois eu já aprendi várias coisas importantes para usar no meu dia-a-dia, mas hoje eu já não me lembro de mais nada, pois minha mente não é boa, mas eu estou me esforçando para não esquecer mais nada pois, eu quero ser alguém na vida e ter uma família boa.



{Novembro 11, 2010}   Memória Escrita 11

Meus primeiros contatos com as letras

Tudo isso começou na minha casa, eram meados de 2000. Eu acabei ganhando de presente de minha mãe ou da minha avó um conjunto de cubinhos, que vinha com todas as letras do alfabeto, inclusive Y,K,W. Vinham 5 letrinhas em cada cubinho daqueles. Com tudo isso, aprendi a escrever meu nome completo, o da minha família e a formar novas palavras.

Dá uma saudade daquelas disso tudo, é também uma pena que não dá para voltar atrás no tempo. Por isso que eu digo pra mim, o jogo das letras deixa sempre deixará saudades.

 



{Novembro 7, 2010}   Memória Escrita 10

O meu primeiro contato com a letra foi na escola no pré, eu comecei a ver as letras e brincar com elas porque naquela época eu brincava com as letras não ficava observando as letras o significado delas não montava nenhuma frase ainda. Sempre eu pegava a letra A para brincar porque eu gostava dela, sempre mesmo quando outras crianças pegavam a letra A eu ficava triste, porque não era eu que estava com a letra A.

 



{Novembro 7, 2010}   Memória Escrita 9

Ainda tenho em minha mente, vagas lembranças da sensação de olhar para as letras, e ver aquilo como se fosse uma língua estrangeira, lembro quando minha avó ficava ansiosa para que eu aprendesse a escrever, e escrevesse uma carta pra ela.

Certo dia, eu me esforçava para ler o que estava escrito na porta da farmácia, que obviamente, era farmácia, mas aquelas letras estavam dispostas da forma como estavam escritas as palavras “polícia federal” nos uniformes dos policiais, então, tentando ler, achei que estava escrito “polícia”, eu lia a forma e não as palavras, então minha avó me corrigiu, lendo a forma correta. A partir daquele dia, “Farmácia” era a única palavra que eu conseguia ler, e apenas em um lugar, mas minha avó se esforçava junto comigo, me ensinando sempre, até o dia em que ela ficou feliz em saber que eu consegui ler sozinha a palavra “ao vivo” no canto da televisão.

 



{Novembro 7, 2010}   Memória Escrita 8

Não gostava de brincar com as letras, gostava de brincar com as cores, achava que letras eram exclusividade dos adultos. Para mim o que era divertido mesmo era desenhar, ainda é divertido, porém a escrita foi me encantando aos poucos.

Aos poucos fomos aprendendo as letras na escola, com isso, fui unindo o que mais gostava com o que eu devia aprender. Desenhava letras o tempo todo, quando aprendi a escrever, desenhava as palavras de um jeito que deixassem mais feliz, que agradassem a mim.

Quando aprendi a ler, não teve quem me parasse, não consigo viver sem a leitura, sempre estou escrevendo coisas e postando na internet, lendo e escrevendo sempre.



{Novembro 7, 2010}   Memória Escrita 7

Éramos pequenos, a maioria das palavras que falávamos estavam erradas, as frases com sentido diferente, até que uma educadora apareceu em nossas vidas, ensinando cada letra do alfabeto, formando sílabas, juntando tudo até formar uma palavra, que na maioria das vezes nós não sabiamos o significado. Chegavamos em casa e corríamos contar para nossa mãe a palavra nova que aprendemos. Tempos que não voltam e que foram uns dos melhores.

 



{Novembro 7, 2010}   Memória Escrita 6

Memória das letras desperta sentimentos que nem com palavras conseguirei explicar, me sinto vitoriosa pelo fato de desde pequena aprendendo mais, e claro um pouco de saudade, palavras não mais ditas, as primeiras palavras, as primeiras letras, sempre aprimorando conhecimentos. Saudades do tempo de criança quando terminava o dia, tinha ido a escola, tinha tomado banho, ia para o meu quarto escrevendo o meu dia, coisas que nunca mais vou fazer, saudades também da a palavra que posso definir o que sinto.

É algo que lembraremos sempre, e sempre que lembrarmos vamos sentir saudades daquilo que mesmo não fizemos, saudade quando aquela caneta olhava para mim e meu braço olhava a caneta e assim, as palavras começam a vir na cabeça e quando vemos mais já acabamos de relatar algo.

 



{Novembro 7, 2010}   Memória Escrita 5

Para mim as letras pode mostrar duas coisas a saudade e o significado de alguma coisa.

Porque você pode lembrar de várias coisas, como a infância, os bons momentos que não voltam mais e com isso vem a saudade do que você passou, mas por outro lado pode ter um significado de uma coisa pra você, coisas que só você entende.

Para mim é mais como o autor a saudade um sentimento bom que você quer reviver todos os momentos, pois trouxeram alegria.

 



{Novembro 7, 2010}   Memória Escrita 4

Os velhos tempos não voltam mais, mas as recordações nunca sairão da nossa mente!

Lembrar o passado, de quando comecei a escrever, era um amontoado de letras, parecia que não acabava nunca, eu juntava as letras e sempre formavam palavras diferentes.

Ai nós crescemos, e tudo muda ainda mais, o seu formato de escrita, a maneira de falar.

Antigamente a escrita era a química para nós hoje, difícil, cheia de idéias. E o nosso português hoje é como conseguir passar na federal, é sonho!

Nós crescemos e vamos aprendendo a cada dia, sempre coisas diferentes que nos ajudam.



{Novembro 7, 2010}   Memória Escrita 3

As letras lembram passado, que dá saudade. Para mim as letras não lembram passado, às vezes algum acontecimento me lembra o passado, e consequentemente fico com saudade. Às vezes alguma frase, palavra ou gíria, me lembra um amigo ou até aquele amor que de certa forma ainda não foi esquecido.

Palavras são poderosas, elas podem despertar sentimentos, fazer nascer um sentimento, machucar, doer lá no coração, fazer nascer uma amizade ou matar um amor, pode fazer chorar, rir, lembrar o passado e sentir saudade.

 



{Novembro 7, 2010}   Memória Escrita 2

O jogo de letras para mim, na verdade lembra dia 11 de setembro de 2001. Quando as torres gêmeas sofreram o atentado. Claro que não foi a primeira vez que eu escrevi, mas foi o primeiro texto bonito, e com uma letra fofa que eu fiz.

Esse jogo de letras também me desperta saudades de um tempo bom de quando eu era criança. Mas o verdadeiro significado para mim é recordação, tanto de bons quanto de maus momentos, que não precisam ser escritos, porém ficaram gravados eternamente em mim.



{Novembro 7, 2010}   Memória Escrita 1

É difícil relembrar todo nosso passado, mas me lembro muito bem de quando não sabia ler, fazer o número 2 era praticamente impossível, odiava estudar, detestava tudo, a infância não me causa nenhuma saudade e sim somente tristeza. Tudo é passado e quem vive do passado é museu. Chorava todo o dia, pois, nada aprendia, ecrever meu nome fui aprender muito tempo depois de frequentar a escola. Hoje ao lembrar de tudo me desprezo com tanta ignorância.

 



{Novembro 5, 2010}   Memória escrita

Você se lembra do seu primeiro contato com a escrita?

Alunas e alunos do 1ºEM escreveram sobre este momento. Alguns se lembram bem como foi, outros nem tanto, mas a tentativa de resgatar este momento nos proporcionou textos interessantes.

Confira e comente!

Nunca podemos recuperar totalmente o que foi esquecido. E talvez seja bom assim. O choque do resgate do passado seria tão destrutivo que, no exato momento, forçosamente deixaríamos de compreender nossa saudade. Mas é por isso que a compreendemos, e tanto melhor, quanto mais profundamente jaz em nós o esquecido. Tal como a palavra, que ainda há pouco se achava em nossos lábios, libertaria a língua para arroubos demostênicos, assim o esquecido nos parece pesado por causa de toda a vida vivida que nos reserva. Talvez o que o faça tão carregado e prenhe não seja outra coisa que o vestígio de hábitos perdidos, nos quais já não nos poderíamos encontrar. Talvez seja a mistura com a poeira de nossas moradas demolidas o segredo que o faz sobreviver. Seja como for – para cada pessoa há coisas que lhe despertam hábitos mais duradouros que todos os demais. Neles são formadas as aptidões que se tornam decisivas em sua existência. E, porque, no que me diz respeito, elas foram a leitura e a escrita, de todas as coisas com que me envolvi em meus primeiros anos de vida, nada desperta em mim mais saudades que o jogo das letras. Continha em pequenas plaquinhas as letras do alfabeto gótico, no qual pareciam mais joviais e femininas que os caracteres gráficos. Acomodavam-se elegantes no atril inclinado, cada qual perfeita, e ficavam ligadas umas às outras segundo a regra de sua ordem, ou seja, a palavra da qual faziam parte como irmãs. Admirava-me como tanta modéstia podia coexistir com tanta magnificência. Era um estado de graça. E minha mão direita que, obedientemente, se esforçava por obtê-lo, não conseguia. Tinha de permanecer do lado de fora tal como o porteiro que deve deixar passar os eleitos. Portanto, sua relação com as letras era cheia de renúncia. A saudade que em mim desperta o jogo das letras prova como foi parte integrante de minha infância. O que busco nele na verdade, é ela mesma: a infância por inteiro, tal qual a sabia manipular a mão que empurrava as letras no filete, onde se ordenavam como uma palavra. A mão pode ainda sonhar com essa manipulação, mas nunca mais poderá despertar para realizá-la de fato. Assim, posso sonhar como no passado aprendi a andar. Mas isso de nada adianta. Hoje sei andar; porém, nunca mais poderei tornar a aprendê-lo.

(BENJAMIN, Walter. RUA DE MÃO ÚNICA. São Paulo: Brasiliense, 1978.)

Nunca poderemos recuperar, resgatar verdadeiramente o passado… Cada vez que o visitamos é novo, somos novos. Podemos não nos dar conta, mas seguimos mudando, sempre. Senão não estaríamos aqui. Não restaria nada a fazer. O que  atravessamos a vida fazendo é BUSCAR, desejar, e este desejo nos obriga ao movimento, todo movimento carrega em si transformação. Escreva hoje sobre algo… deixe passar um tempo… volte a escrever… mais um tempo e faça este exercício de novo, talvez possamos ter as dimensões de tempo. O que fazemos na verdade é um acordo com o tempo…

Boa leitura e boa escrita!



{Setembro 24, 2010}   O paladar da memória 25

Todos já tiveram infância, única e considerada a melhor parte da vida, sem dúvida a mais intensa e inocente, inocente por seus mínimos detalhes. Marcada muitas vezes por momentos bons, ruins, mas em cada adulto, com toda certeza existe um sabor, toda infância tem um sabor, uma comida que não importa quanto tempo passe, ao prová-la é evidente reviver toda a infância.

Em algumas pessoas, a lembrança de um sabor mais requintado, mais exótico, e até mesmo mais simples – mas isso não vem ao caso, não importa a questão social ou cultural que lhe fora proporcionada na infância – o sabor não muda, do mais rico ao mais pobre, o que difere é a intensidade que o sabor, o gostinho que te lembra a infância faz sobre você, fez sobre você, e sempre será o que faz viver, o que ensinou e o que faz crescer.

Prudence Emma Staite

Leia do início: https://cidagrecco.wordpress.com/2010/09/21/o-paladar-da-memoria/



{Setembro 24, 2010}   O paladar da memória 24

Trago comigo uma boa recordação da minha infância, sendo ela a de uma babá que cuidava de mim, enquanto meus pais trabalhavam. Lembro-me muito bem das refeições, eu me sentava pertinho da babá, e comia com prazer a comida saborosa que ela preparava com prazer.

E se tem alguma coisa que sinto saudade hoje, são daquelas comidas saborosas que só ela sabia preparar.



et cetera