o BloG dA pRofA











{Junho 15, 2012}   A assembleia dos ratos
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Ilustração: Gustave Doré

A assembléia dos ratos

Um gato de nome Faro-Fino deu de fazer tal destroço na rataria duma casa velha que os sobreviventes, sem ânimo de sair das tocas, estavam a ponto de morrer de fome.

Tornando-se muito sério o caso, resolveram reunir-se em assembléia para o estudo da questão.  Aguardaram para isso certa noite em que Faro-Fino andava aos mios pelo telhado, fazendo sonetos à lua.

– Acho — disse um deles — que o meio de nos defendermos de Faro-Fino é lhe atarmos um guizo ao pescoço. Assim que ele se aproxime, o guizo o denuncia e pomo-nos ao fresco a tempo.

Palmas e bravos saudaram a luminosa idéia.  O projeto foi aprovado com delírio. Só votou contra, um rato casmurro, que pediu a palavra e disse — Está tudo muito direito.  Mas quem vai amarrarar o guizo no pescoço de Faro-Fino?

Silêncio geral.  Um desculpou-se por não saber dar nó.  Outro, porque não era tolo.  Todos, porque não tinham coragem. E a assembléia dissolveu-se no meio de geral consternação.

Dizer é fácil; fazer é que são elas!

Em: Fábulas, Monteiro Lobato, São Paulo, Ed. Brasiliense:1966, 20ª edição.



A peça de teatro solicitada pela UFPR para o vestibular deste ano não é fácil de ser encontrada.

Ela faz parte do Projeto Ágora, que conta com um espaço para publicações em seu site, e “ESTE ESPAÇO VISA INCREMENTAR A VEICULAÇÃO DAS IDÉIAS E DO CONHECIMENTO ATRAVÉS DA PUBLICAÇÃO DE LIVROS, QUE SERÃO, SEMPRE QUE POSSÍVEL, DISPONIBILIZADOS GRATUITAMENTE NO SITE DO TEATRO PARA DOWNLOAD.”

A peça, que começa a partir da página 289,  é muito boa, numa linguagem extremamente fácil e sua leitura leva no máximo 1 hora. Contudo, nada impede que se leia o livro todo que está uma beleza!

Então segue o link: http://www.agorateatro.com.br/agorateatro/wp-content/uploads/2007/09/agora_livre_dramaturgias_miolo.pdf

Boa leitura!



{Junho 30, 2011}   Eu vou torcer, eu vou!!!

Para que a caminhada de cada uma e cada um que passou pelas minhas aulas neste semestre seja de inteiro sucesso! Foi uma honra ter estado com vocês.

Um recesso de paz a todas e todos!/

Para aqueles e aquelas que ainda não terminaram… rs

Até Julho… ;D

Será que ela leu “O Menino do Dedo Verde”, Maurice Druon?

Mais?: http://lercomereamar.blogspot.com/2010/07/o-menino-do-dedo-verde.html



{Junho 20, 2011}   Igualdade de Gênero

 http://www.igualdadedegenero.cnpq.br

Boa sorte, meninas! Que vença a melhor ou o melhor e ganhem todas e todos na promoção da Igualdade de Gênero!

Val, Obrigada!!! 😀



{Maio 12, 2011}   Autista

Uma em cada 150 pessoas é autista. Para a ciência, as causas ainda são um mistério, mas pior que o desconhecimento sobre a origem é a falta de informação. No Brasil, muitas pessoas acreditam que o autismo significa uma criança sem expectativa de desenvolvimento e sem capacidade de interação social. Foi justamente esse retrato equivocado que apareceu na televisão e o trocadilho com o nome do programa gerou uma grande polêmica. Manifestações contrárias ao que foi ao ar surgiram de todas as partes, em especial dos parentes de portadores da síndrome. Conheça essa doença e saiba como ela age no organismo dos autistas.



{Novembro 29, 2010}   Descortinando a crônica

Nas duas primeiras décadas do século XX, o gênero deixara de ser designado por folhetim. A partir da Semana de Arte Moderna de São Paulo, em 1922, os autores serviram-se da crônica para divulgar e defender novos ideais de arte e literatura. O humor nos fatos do cotidiano, fatos banais, nova linguagem literária. Um jovem inicia como colaborador de jornal nesse período e se tornará um dos principais representantes do gênero: Rubem Braga. (…)

Cada um procura a melhor forma de fazer seus registros, buscando artefatos que lhe sejam mais agradáveis. O que importa é o registro feito. O conhecimento é uma experiência prazerosa e toda vez que se faz registro, está repassando o conhecimento adquirido e vivenciado para outras pessoas. O conhecimento não é nem nunca foi egoísta. Precisa ser partilhado. Convivido.

Josane Buschmann

Obrigada, Jô!

A partir do trabalho da profa Josane, alunas e alunos do 1º EM escolheram o tema e estão construindo dois blogs, com informações, imagens, vídeos e textos narrativos produzidos por eles/elas.

Visite, dê sua opinião e incentive a escrita e a leitura:

bLog d@ 1G:

http://divercidadecult.wordpress.com/

bLog d@ 1F:

http://diversidadedegeneronaescola.wordpress.com/




{Agosto 28, 2010}   Parlamento Juvenil do MERCOSUL

O que é?

Desde o início da década de 1980, a maioria dos países da região levaram adiante uma série de processos orientados para a democratização, o fortalecimento das instituições e a promoção de diversos mecanismos de participação. Com o correr dos anos, estes países foram perceben­do que a consolidação das suas democracias requer circular e avançar por outros caminhos. Por um lado, as profundas transformações eco­nômicas, sociais, culturais e tecnológicas ocor­ridas colocaram novos problemas e desafios que obrigam a redefinir o que significa o exer­cício de uma cidadania plena e ativa. Mas, por outro lado, estes países perceberam que, para aumentar e consolidar a cultura democrática, tornou-se incontornável prestar atenção a uma população em particular: a juventude.

Os jovens e as jovens, com as suas múl­tiplas vivências, expectativas, inquietudes e preocupações têm muito a dizer, pensar, discu­tir e propor, sobre temas e problemas do mundo contemporâneo que, enquanto afetam as socie­dades no seu conjunto, têm uma incidência es­pecífica nos seus projetos de vida.

Neste cenário, coloca-se o projeto Parla­mento Juvenil do MERCOSUL, cujo principal propósito é abrir espaços de participação juve­nil que possibilitem a troca, discussão e diálogo entre pares sobre temas profundamente vinculados com a vida presente e futura dos jovens, e sobre os quais é muito importante que possam construir um posicionamento próprio. O projeto propõe-se contribuir para a formação política e de cidadania das jovens e dos jovens oferecendo-lhes ferramentas que os habilitem como participantes ativos nos grupos e nas comunidades das quais fazem parte.

Quem participa?

Representantes dos países do MERCOSUL: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Paraguai e Uruguai. Os países que participam deste projeto con­cordaram na necessidade de estabelecer como faixa etária a idade de 15 a 17 anos, mas cada país, se o considerar necessário, terá a possi­bilidade de alargar a faixa de 14 a 18 anos. Também se concordou trabalhar em escolas públicas de nível médio, dando prioridade aos setores mais carentes. Prevê-se, além disso, a participação em igual número de mulheres e homens.

Quais os temas debatidos?

Inclusão educativa

Gênero

Jovens e trabalho

Participação cidadã dos jovens

Direitos humanos

Estes assuntos foram selecionados – entre outros possíveis e de interesse– porque se considerou que envolvem direitos reconhecidos nos países, tanto em normativas nacionais específicas como em legislações internacionais nas quais se inscrevem os Estados que integram este projeto.

Como é o processo de seleção dos representantes?

O “Parlamento Juvenil do MERCOSUL” nasceu como um projeto cujo principal objetivo é abrir espaços de participação para que os e as jovens troquem ideias, dialoguem e discutam entre eles/as sobre temas que tenham uma profunda vinculação com suas vidas presentes e futuras. Após as participações feitas nas distintas equipes de trabalho, inicia-se uma nova etapa para o Parlamento, destinada a recuperar as contribuições e propostas feitas até esse ponto. Então se abre um novo grupo de troca chamado A escola que queremos.

A seleção de jovens representantes para participar no encontro regional a efetuar-se na cidade de Montevidéu no mês de outubro de 2010 já está sendo realizada. Esses jovens terão um espaço de trabalho colaborativo no portal chamado A escola que queremos. Preparando-nos para o encontro de Montevidéu.

Os textos selecionados no Paraná serão publicados neste espaço para que todas e todos possam dialogar, discutir, propor idéias e construir novas reflexões para contribuir cada vez mais com o objetivo de alcançar O Ensino Médio que queremos.

Para saber mais: http://parlamentojuvenil.educ.ar

http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/modules/noticias/article.php?storyid=1769&PHPSESSID=2010082722005931



{Julho 16, 2010}   Enquanto dura a festa

Eles estão lá embaixo, chorando o morto: Mamãe, meus irmãos, meus tios, meus primos primeiros, meus primos segundos, os amigos, os inimigos, os vizinhos, os caridosos, os curiosos, os que iam passando, os que souberam, os que gostam de ver defunto ou gente chorando – todo mundo. Às vezes tudo fica tão silencioso, que começo a dormir; mas logo alguém grita ou há um choro desatinado, e eu rolo na cama, com o travesseiro grudado no rosto, xingando. Não se cansam? Desde a madrugada isso.

Na hora que ele morreu, minha irmã veio gritando pela casa como se fosse o fim do mundo; acordei com o coração na garganta, quase que eu também morro. Levantei do jeito que estava, só de cueca, e fui correndo ao quarto dele. Mamãe estava lá, na cabeceira da cama, desesperada. Corri ao telefone e chamei o médico. O médico veio, examinou, abanou a cabeça. “Não! Não”, gritava Mamãe. Estava uma cena ridícula:o velho morto, na cama, de olhos arregalados e boca aberta; Mamãe, de camisola e descabelada, agarrando Papai e gritando; minha irmã, também só de camisola, agarrada a Mamãe e gritando; o médico de terno e gravata (afinal ele não correu tanto assim como disse: ele não teve tempo de pentear o cabelo e de pôr a gravata?), e eu só de cueca. Lembrei-me desses quadros: “À cabeceira do morto”. Só que neles nunca aparece um sujeito de cueca, e os mortos têm sempre uma expressão bela e serena. A expressão de meu pai era a última coisa do mundo que se poderia chamar de bela e serena: era horrível, uma expressão de dor, pavor e desespero. Se eu acreditasse em inferno, diria que meu pai àquela hora estava vendo o inferno. Depois arranjaram a cara dele: fecharam seus olhos e amarraram um pano ao redor do rosto. Chamam isso de “respeito pelos mortos”. Eu queria ver, num velório, um morto com aquela cara que tinha meu pai. Mas um morto não tem direito nem mais à própria cara…

Logo a casa se encheu de gente. Primeiro vieram os vizinhos, os parentes; depois os outros. Eles arranjaram tudo. Meu irmão casado veio logo e tomou as providências necessárias. Na hora de botar o velho no caixão, eu ajudei, pegando os pés dele. Depois vim para o quarto. Espero que ninguém venha aqui me chamar. Eu já avisei. Eles sabem como eu sou. A morte do velho não muda nada: eu não tinha nada com ele em vida, por que vou ter agora que ele está morto?

“Meus sentidos pêsames”- os palhaços. Um chegou com cara de pêsames mais caprichada do mundo e, na hora de me estender a mão: “Meus parabéns”- e nem deu pela coisa. Quase estourei numa risada. Há os que chegam e não falam nada, só dão uns tapinhas e ficam um pouco abraçados com a gente. Nogueira foi um desses. Chegou e me deu uns tapinhas nas costas – mas eu não estendia um dedo para o filho da puta. Nogueira devia um milhão para Papai, que vivia atrás dele, cobrando. Mas o desgraçado sumia, que ninguém achava; e quando dava azar de ser encontrado, prometia que viria aqui em casa acertar tudo. Papai não acreditava, claro; mas já andava cansado e doente, não queria complicação.

Um milhão. Agora o velho morreu, e Nogueira aparece todo santinho, todo compungido, todo minhas-condolências. “Evitem de ele ter aborrecimentos fortes”, dizia o médico. Um milhão é um aborrecimento forte. Eu devia ter perguntado para o Nogueira: “Cadê o dinheiro?” Devia ter perguntado para ele ali, diante dos outros, na vista de todo mundo. “Cadê dinheiro? Cadê o milhão que você deve para Papai? “Envergonhá-lo, humilhá-lo, mostrar que ele foi um dos que ajudaram a matar o velho; fazê-lo ajoelhar diante do caixão e esfregar o nariz dele nos pés do defunto, fazê-lo pedir perdão, depois tocá-lo de casa a pontapés. Devia ter feito isso. Devia tê-lo arrasado, de tal modo que ele jamais se esquecesse disso, assim como os que tivessem visto a cena. Que isso ficasse em sua memória como um risco de faca na cara.

Bondade diante do caixão: o morto não precisa dela, ele está morto. Felizmente ele está morto. “Seu pai foi um santo homem”, me disse o vizinho, o que Papai, em casa, chamava de crápula; como ele, em sua rodinha, chamaria Papai? Santo homem… Nunca, Papai nunca foi isso. Era um homem egoísta, às vezes cruel, um marido desconfiado, um pai sem carinho, um filho distante. Mas se, durante a vida dele, essas pessoas que estão lá embaixo agora tivessem chorando um pouco por ele, sido boas com ele, talvez ele tivesse sido melhor. Mas, vê-se, elas estavam esperando primeiro ele morrer. Ser bom com os vivos dá muito trabalho: amanhã ele estará morto, e iremos chorar sobre o seu cadáver -assim é mais fácil.

Santo homem (quem eles pensam que estão enganando? o morto? eles mesmos? os parentes do morto?): quando alguém diz isso, Mamãe chora, minha irmã chora, meu irmão chora, todo mundo chora. É como uma festa, uma festa fúnebre, em que, o invés de rir, todo mundo chora e se embriaga com lágrimas, enquanto piedosas mentiras são ditas à meia-voz por rostos falsamente compungidos. E, no meio de tudo isso, o morto – a causa, o pretexto, o ornamento. Sua alma já descansou, mas seu corpo ainda deve permanecer, enquanto dura a festa.

Colaboração: Pedro Afonso – 1º AD



{Julho 16, 2010}   Cuide do que é seu

O grandioso Nordeste

Eita,Nordeste da peste,

Mesmo com toda seca

Abandono e solidão,

Talvez pouca gente perceba

Que teu mapa aproximado

Tem forma de coração.

Procure no mundo uma cidade

Com a beleza e a claridade

Do luar do meu sertão.

(Luiz Gonzaga de Moura)


Hoje o Nordeste vem sofrendo com o abandono de nossos governos, pois todos nós quando ouvimos falar do Nordeste pensamos apenas em seca e pobreza. Enquanto na realidade nos esquecemos que lá também existem muitas riquezas como a do petróleo e a do algodão. Isso prova que o Nordeste também possui muitas riquezas. Mas com tanta seca, o Nordeste sofre agora com enchentes que estão acabando com a vida de muitas famílias.

Alunas (os): Millena, Beatriz, Felipe, Leticia e Keilla. 1ºG



Num bairro de um subúrbio qualquer, uma simpática menina negra de pequenos olhos castanho-escuros está sentada na calçada de cimento grosso e mal-acabado de sua casa enquanto brinca com um travesseiro que é a sua boneca preferida, na interminável tentativa da criança que deseja ocupar o papel de mãe pelo puro exercício da repetição. Na falta de bonecas, Ióli vestiu em um travesseiro uma camisa branca estampada com propaganda em letras vermelhas de algum partido político e um short surrado, desses ganhos em qualquer quermesse bem-intencionada preocupada em oferecer algum conforto aos pobres. Ela acha que não fica bem para boneca alguma andar por aí sem roupa.

Esta menina, rechonchuda devido à ingestão de carboidratos baratos como pão, macarrão e arroz, mas desnutrida, cuja barriga raramente digere frutas e legumes, artigos de luxo em famílias pobres alimentadas com cestas básicas de caridade, usa roupas concedidas por estranhos freqüentadores de templos da fé onde, na maioria das vezes, é possível encontrar alguns pobres de espírito com armários abarrotados de peças de roupa de grife.

Ióli vive num bairro ocupado por moradores de baixíssima renda, onde existem inúmeras igrejas, de diferentes denominações, e nenhuma agência bancária. Cidades desenvolvidas podem ser medidas pela contagem de bancos. Cidades esquecidas podem ser medidas pelo número de igrejas.

Esta menina cor de chocolate ao leite tem os pés chatos e as pernas tortas, por isso usa sistematicamente umas implacáveis botas ortopédicas, que Ióli só tira para dormir. Essas botas, fruto da boa vontade da mãe de uma menina vizinha que calçava um número menor que o seu, provocam fortes dores nos pés da garota, que detestará sapatos para o resto da vida.

Há cinco dias, esta pequena canhota chora a ausência da mãe, inesperadamente desaparecida após uma ida repentina ao hospital público mais próximo. Em sua humilde casa, coberta por tijolos, pedaços de madeira e lona, reina um silêncio amarelo carregado de angústia. Ninguém tem autorização para comentar a ausência da mãe, nem mesmo as vizinhas fofoqueiras com muitos filhos criados, atualmente ocupadas com a vida alheia. Ióli resolve brincar enquanto ainda há tempo.

No seu momento mais dramático, Ióli aperta e abraça a bonequinha-travesseiro improvisada, procurando sentir o cheiro da mãe. Nessa casa igual a tantas outras, ninguém almoça, ninguém janta nem toma banho. É assim quando não tem nenhuma mãe por perto. Todo mundo fica meio perdido, meio filho desmamado, meio cachorro criado em casa, sem rumo nas ruas.

Um fato inusitado quebra o ritmo desse refrão de blues empestiado de um lamento cinza – o irmão mais velho entrou pela porta da frente a correr, sem camisa, com o seu cabelo grande e crespo despenteado e as suas pernas pretas foscas sem hidratante. O irmão grita e gesticula, totalmente descontrolado: – Mamãe morreu! Ninguém chora, ninguém grita aqui, mamãe morreu!

A cena fica muda no pequeno universo dessa criança, que despe e joga longe o travesseiro-boneca e corre descalça para o banheiro com chão de cimento gelado. Ióli decide tomar banho sozinha pela primeira vez. Abre o chuveiro e deixa a água cair na sua cabeça cheia de pensamentos nublados; ela já sabe tomar banho sozinha, mamãe ensinou. Chora e despede-se da própria infância. A menina de sete anos e oito meses escoa pelo ralo encharcado pelas suas memórias; os desenhos infantis, a comidinha da infância, as brincadeiras e todas as noites de insônia, quando dormia agarrada no braço da mãezinha. Ióli tem medo do escuro.

Na minúscula sala-quarto-cozinha, único cômodo da casa, entupida de curiosos, aparecem as três vizinhas fofoqueiras, com os olhos esbugalhados e vestidos de bolinhas de chita com esquisitos botões frontais. A mais velha, muito magra, pálida e rabugenta, segura Ióli pelo braço e, num movimento rápido, que expressa imediatamente seu temperamento autoritário, arrasta a menina com firmeza até a porta de saída da casa. Cuidar de alguém é um exercício praticado de forma doentia por adultos que, na infância, viveram a experiência do abandono.

Ióli tenta resistir. Em vão. Lembra seu aniversário de cinco anos. Naquela ocasião, a mãe confeitou o bolo com um saco de leite de vaca. Lembrou do vestido lindo que ganhou, costurado pela mãe, mas definitivamente as botas ortopédicas não combinavam com nada. Lembrança engraçada em momento triste.

A velha segue pela ladeira de paralelepípedos em seu passo apressado, sempre a praguejar e beliscar Ióli, que se deixa levar a favor da maré. Fica a pensar em como amarrar os sapatos na hora de vestir a roupa para o enterro, pois ainda não sabe amarrar os próprios sapatos. Fica a pensar se crianças podem entrar nos cemitérios, pois a morte não é assunto pra gente pequena.

Ao chegar à casa dessa tal vizinha, Ióli imagina sua vida sem a proteção da mãe. Por ora, teria que enfrentar Verônica. A velha tem uma neta da mesma idade de Ióli, a menina mais cruel da rua. Mesmo num dia trágico como aquele, a garota pega um pedaço de bombril e fica a comparar com o cabelo de Ióli, que não reage, pois está muito distante da realidade cotidiana. Nenhuma das maldades da neta estagiária do empreendimento de maldades da avó poderia furar a espessa redoma de dor e dúvidas daquela garotinha.

Todas as casas parecem iguais. Ióli cai em qualquer canto do cômodo minúsculo devidamente adornado ao centro por um enfeitado aparelho de televisão. O gordo barbudo marido da vizinha está sentado em cima de um caixote de madeira, assiste à sessão da tarde e fuma um cigarro desses bem fedidos. Parece um delegado frustrado em final de carreira. A vizinha entra impaciente e diz com voz de taquara rachada:

– Hora do almoço.

Todo mundo come sentado no chão da sala apertada com o prato na mão.

O marido parece viver em outro planeta enquanto a comida cai do prato e suja a vida real. Só desperta com o grito estridente da velha:

– Hoje só temos arroz com farinha.

Ióli remexe o prato sem apetite algum. Imagina sua volta para casa, o enterro da mãe, os seus três irmãos, a necessidade de organizar as coisas. A verdade é que na sua casa há muito tempo, ninguém almoça, ninguém janta nem toma banho. É assim quando nenhuma mãe está por perto. Lembra de um sonho antigo. Na sua fantasia de menina, sempre desejou comer um bife bem grande, do tamanho do prato, com cebola, salada, arroz, feijão e batatas fritas. Não devia faltar comida para criança alguma. Ióli deixa o prato de lado. Chora desesperadamente. É um pranto mitológico, que traduz uma angústia indescritível: a falta da mãe. Como será a vida das crianças que têm mãe e pai e comem bife com batatas fritas?

Cadernos Negros, Volume 30: Contos afro-brasileiros. Org. Esmeralda Ribeiro, Márcio Barbosa. São Paulo. Quilombhoje, 2007. P.43

Confira nova versão no blog da autora: http://cristianesobral.blogspot.com/2010/05/bife-com-batata-frita-conto-de.html



{Abril 9, 2010}   Variação Linguística

Rap da Língua Portuguesa


Leitura, escrita, literatura, oralidade

A linguagem no ritmo da multiplicidade.

Vem com a gente, galera, vem pra conhecer

A linguagem em uso é o que vimos lhe trazer.


Na sala de aula era assim…

Aluno e professor. A língua? Regras sem fim…


– Ai, que texto grande!! Não consigo entender!!

– Vale quanto, professor? Cai na prova?

– Vou ter mesmo que ler?

– Ai, que coisa chata! Não tem figura? Olha o tamanho da letra…

– É em dupla, professor? Vou ter mesmo que fazer?


– Escreve direito, menino!

– Não assassina o português!

– Caneta na mão copiando a lição!

– Sentado na carteira!

– Isso não é lugar de brincadeira!


Essas são idéias que precisam mudar!

O livro didático público está aí pra inquietar

Para formar sem fazer conformar

Pois a realidade precisamos transformar.

Se liga, meu irmão,

No que vamos te dizer,

Somos todos iguais

E diferentes pra valer

‘Tamo’ na atividade!

‘Tamo’ aí pra valer!


Este é o Rap da Língua Portuguesa

Vem com a gente aprender

Usar a língua com destreza

Oralidade, leitura e escrita

Desenvolver o pensar sem maldade

Mas também sem ingenuidade.

E tudo ler, do romance ao cordel.

O que aceita o papel, ler.

Com todos os tipos de textos, aprender.

Experimentar da língua o potencial

Que tal?

É só entrar e abrir a janela-

-texto que dá para o pensamento

E logo a imaginação acelera

Aprimorando o movimento

Do aprender.


Vem com a gente, galera, vem pra conhecer

A proposta nova que vimos lhe trazer.

Leitura, escrita, literatura e oralidade

Para a construção de uma nova sociedade.


Você é o personagem principal

Do texto ao contexto

É só entrar e abrir a janela

Para os mundos da linguagem.

Ler é conhecer, pensar é refletir

Todos os modos de interagir.

Interagir com o mundo e sua multiplicidade:

O cinema, o trabalho, a TV, a música

A linguagem e toda sua variedade.

E pra ficar mais bacana, a interdisciplinaridade.

Interaja com os elementos

Ampliando seus conhecimentos.


Usar a língua pra falar

Usar a língua pra fiar

Afiar todo o seu ser.

Oralidade, leitura, escrita

Ajudam a fazer quem somos

Pois são as práticas com as quais lidamos.

Nós crescemos com a língua que usamos.


Eu erro, tu erras, nós erramos.

Errar não é pecado.

É, na verdade, tentativa de aprendizado.


Preconceito linguístico é roubada.

Melhor errar do que não fazer nada!


Leitura, escrita, literatura, oralidade

A linguagem no ritmo da multiplicidade

Vem com a gente, galera, vem pra conhecer

A linguagem em uso é o que vimos lhe trazer.


Fonte: http://pt.calameo.com/read/000005582b9d09d6cd3f5

Para saber mais: http://www.tvb.com.br/tvbnoticiascampinas/videos-exibe.asp?v=2671



{Dezembro 9, 2009}   Múltiplas leituras

A princípio ele é um livro que causa estranhamento. Muito mais pela estratégia narrativa que pela ousadia em descrever personagens desagradáveis de nossa história.

Repleto de citações de dezenas de autores que vai de D. H. Lawrence a Sylvia Plath, Yourcenar a Fitzgerald, Kundera a Clarice Lispector, T. S. Eliot, Pasternak. O leitor se delicia a cada momento com a loucura das interrupções das chamadas númericas que permeiam os capítulos centrais.

Um trecho da exortação de Ignácio de Loyola Brandão que me instigou ainda mais a leitura.

“Carrero me lembra Henry Miller, com muito mais violência. Ele não poupa personagens, assim como não poupa o leitor. E no entanto, ficamos fascinados, não há como largar o livro, (…) Carrero é cheio de humanidade para com sua gente, com sua Recife. Está avisado. Se não quiser, não entre. Entrando, não há de se arrepender…”

Vamos a um trecho do livro:

“(…) Deveria acordar Leonardo? E Biba? Por que dormira no chão, embaixo da rede? Não daria atenção a Siegfried. Ele que fizesse o café quando acordasse.

“Os medíocres não conseguem ser derrotados, pois não sabem distinguir nem o que significa realmente vitória do que seja derrota. A verdade é que não atingem a condição plena do humano, por não terem idéias próprias, não se individualizam. Fazem parte de uma enorme e poderosa classe, constituem verdadeiras legiões, imbatíveis. Geralmente, não têm distinção nem pudor. Gostam de se exibir através de roupas (como cuidam do exterior), de cargos, de títulos, de jóias, de livros publicados de qualquer jeito, visando apenas notícias nos jornais e tardes de autógrafos. Confundem, quase sempre, espalhafato e berros da moda com elegância. Possuem uma incontrolável tendência para se tornarem macacos de auditório de qualquer idolozinho que apareça. Escancaram-se, apresentam, em toda oportunidade que apareça, o rol das coisas que conseguiram, dos objetos que possuem, por mais insignificantes que elas sejam. Poderia até inventar um lema para eles: quem não se exibe não existe. São os campeões, segundo Fernando Pessoa, poeta que se considerava derrotado até nos pequenos acontecimentos da vida.  É comum também essas pessoas perderem o sentido de lealdade. Leais apenas ao sucesso, representado em duas coisas fáceis: dinheiro e poder. Tudo mais podem trair: até eles mesmos.”

Ísis pensava nesse texto de Renato Carneiro Campos quanto entrou no quarto para acordar Leonardo. Via o alemão. Nu. Deitado na cama. Mais do que deitado: esparramado. Como se tivesse a consciência tranqüila. Como se pudesse dormir à solta. Um medíocre. Um traidor. Um aventureiro. No íntimo: um invejoso. Precisava de sucesso, mesmo com traições. Para manter a macheza. Para se fazer de invencível.” (p.87-88)

Leia mais: Somos pedras que se consomem. Raimundo Carrero. Iluminuras. 1995.

Veja se está disponível na Biblioteca Pública do Paraná pelo catálogo eletrônico, se não estiver, empreste outro livro e boas férias!

http://www.pergamum.bpp.pr.gov.br/biblioteca/index.php?resolution2=1024_1#posicao_dados_acervo



{Novembro 26, 2009}   Um contador de histórias!

Hoje reencontrei um amigo, contador de histórias (e algumas foram editadas num livro chamado Caixa de Ferramentas – Manual indispensável para o bom desempenho nos recursos humanos), e como foi bom conversar novamente com alguém que contribuiu tanto para a minha persistência.

Ele me deu a seguinte história pra ler:

O fruto da persistência

Um homem investe tudo o que tem numa pequena oficina. Trabalha dia e noite, inclusive dormindo na própria oficina. Para poder continuar nos negócios, empenha jóias da esposa. Quando apresentou o resultado final de seu trabalho a uma grande empresa, disseram-lhe que seu produto não atendia ao padrão de qualidade exigido. O homem desiste?

Não! Volta à escola por mais dois anos, sendo vítima da maior gozação dos seus colegas e de alguns professores que o chamavam de “visionário”. O homem desanima? Não!

Após dois anos, a empresa que o recusou finalmente fecha contrato com ele.

Durante a guerra, sua fábrica é bombardeada duas vezes, sendo que grande parte dela é destruída. O homem se desespera e desiste? Não! Reconstrói sua fábrica, mas um terremoto novamente a arrasa. Essa é a gota d’água e o homem desiste? Não!

Imediatamente após a guerra segue-se uma grande escassez de gasolina em todo o país e este homem não pode sair de automóvel nem para comprar comida para a família. Ele entra em pânico e desiste? Não! Criativo, ele adapta um pequeno motor à sua bicicleta e sai às ruas. Os vizinhos ficam maravilhados e todos querem também as chamadas “bicicletas motorizadas”.

A demanda por motores aumenta muito e logo ele fica sem mercadoria. Decide então montar uma fábrica para essa novíssima invenção. Como não tem capital, resolve pedir ajuda para mais de quinze mil lojas espalhadas pelo país. Como a ideia é boa, consegue apoio de mais ou menos cinco mil lojas, que lhe adiantam o capital necessário para a indústria.

Encurtando a história: Hoje a Honda Corporation é um dos maiores impérios da indústria automobilística japonesa, conhecida e respeitada no mundo inteiro. Tudo porque o Sr. Soichiro Honda, seu fundador, não se deixou abater pelos terríveis obstáculos que encontrou pela frente.

Se você, como infelizmente tem acontecido com muitas pessoas, adquiriu o hábito de viver reclamando e lamentando, experimente seguir sempre em frente, na busca dos seus objetivos sempre!

Obrigada, Chain, mais uma vez, por essa história (e muitas outras, e só quem passou por esse caminho sabe do que estou falando)!

Um caminho feliz se faz com persistência e uma alma agradecida! 🙂

Leia mais: (e não demora que o livro está acabando, rsrs)

Caixa de Ferramentas/Legrand. Belo Horizonte: Editora e Livraria do Chain, 2010.

Livraria do Chain

Rua General Carneiro, 441 (em frente à Reitoria)
Alto da Glória
(41) 3264-3484
De segunda a sexta das 8h às 19h30. Sábado das 8h às 18h.

A Livraria do Chain oferece livros nas categorias como administração e negócios, artes, auto-ajuda, beleza, lazer, hábitos sociais, bíblia, biografias, ciências biológicas e agrárias, ciências da saúde, ciências exatas e da terra, ciências sociais, direito, economia e contabilidade, educação, engenharia e arquitetura, esoterismo, esportes e educação física, filosofia, gastronomia, história, história em quadrinhos, informática, lingüística e dicionários, literatura, literatura infanto-juvenil, medicina integral, psicologia, religiões e doutrinas, RPG e guias de viagens. Com um atendimento todo especial!



Absurdo?

Não é não. Olha isso:

Cães servidos em restaurantes de SP eram abatidos a machadadas

http://www1.folha.uol.com.br/folha/videocasts/ult10038u651735.shtml

Que tal tomar cuidado com o que se come, onde se come?

Gostei muito da proposta de redação da UP (Universidade Positivo – Curitiba) para o vestibular 2010 que é a seguinte:

Construa um texto argumentativo, entre 15 e 20 linhas, que verse sobre o tema depreendido a partir dos textos a seguir:

          “Agenda cheia a da Dani. Uma vez por semana, ela deixa a cama cedo. Faz um desjejum, à base de barras de cereais e biscoitinhos de tomate seco. Escova os dentes, leva umas borrifadas de perfume francês e corre para o banco traseiro do carro, que será conduzido pelo motorista particular à meca do luxo paulistano, o shopping Iguatemi.

         Lá, submerge em um banho de hidratação, faz as unhas e chapinha. Não resiste às vitrines e sempre ganha um presente. Semana passada, foi uma gargantilha de cristal com patuá de prata e vidro de murano.

         Dani não perde em nada para os viciados nas benesses do consumo. Não fosse pelo detalhe de que não é uma moça, mas uma cadela da raça schnauzer gigante. A cadela é um retrato fiel de mais uma revolução por que passa o mercado pet. (…)”

                            (Roberto de Oliveira, Folha de São Paulo, 30 set. 2007)

“Centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, concentram uma parcela rica de animais domésticos. Essa elite responde por 4% do mercado nacional. Parece pouco, mas é o setor mais lucrativo.

         Nos EUA, esse número sobe para 70%. No Japão, principais importadores, 90%. No Brasil, economia em expansão, aumento de renda e dólar estável são alguns dos fatores que explicam o consumismo no mundo pet.

         Mas não é só isso. Antes, o cão era simplesmente um cão, mas “a partir da metade dos anos 90, passou a integrante da família e, atualmente, é encarado como um filho”, afirma José Edson, diretor da Anfal Pet.

         Para Elizabeth MacGregor, da WSPA (ONG internacional de defesa dos animais), a mudança de comportamento é paradoxal. O fator positivo, diz, é que o pet deixou de ser objeto útil para determinadas funções, como a caça, para ser tratado como um integrante da família.

         “Muitos pets são vistos como objeto de consumo. Os donos não querem um cão com cheiro ou que lata. Preferem um bicho minúsculo que, se possível, nem pareça um animal de verdade.”

         Colar e chapinha, sem bom senso humano, podem aniquilar a identidade do animal. Que se torna híbrido, nem humano nem bicho.”

                            (Roberto de Oliveira, Folha de São Paulo, 30 set. 2007)

 Rock da cachorra, Eduardo Dusek (fragmentos)

 Troque seu cachorro

Por uma criança pobre

Sem parente, sem carinho

Sem rango, sem cobre

Deixe na história de sua vida

Uma notícia nobre…

Tem muita gente por aí

Que tá querendo levar

Uma vida de cão

Eu conheço um garotinho

Que queria ter nascido

Pastor-alemão

Esse é o rock despedida

Prá minha cachorrinha

Chamada “sua-mãe”…

Seja mais humano

Seja menos canino

Dê guarita pro cachorro

Mas também dê pro menino

Se não um dia desse você

Vai amanhecer latindo

Uau! Uau! Uau!…

Pra quem não conhece a música, aí está:

Na contramão… rsrs

E a foto (a pedidos) da minha cachorra. Tratada exatamente tal como ela é. Com comida, passeios e sem excessos.

Untitled 2

Pode dizer que ela é feia. Não ligo. É amada!



Muitos autores defendem o trabalho com textos na escola a partir da abordagem do Gênero Textual e da Tipologia Textual.

Cada tipo de texto é apropriado para um tipo de interação específica. Deixar o aluno restrito a apenas alguns tipos de texto é fazer com que ele só tenha recursos para atuar comunicativamente em alguns casos, tornando-se incapaz, ou pouco capaz, em outros.

Luiz Antônio Marcuschi afirma que em todos os gêneros os tipos se realizam, ocorrendo, muitas vezes, o mesmo gênero sendo realizado em dois ou mais tipos. Ele chama essa miscelânea de tipos presentes em um gênero de heterogeneidade tipológica.

O primeiro trabalho que recebi para o desafio que foi proposto aos alunos é de autoria de Marco Aurélio Svitalski, aluno do 1º ano do Ensino Médio.

Achei lindo!

Obrigada, Marco Aurélio.

Confiram o blog do autor em: www.marconopapo.wordpress.com

A trilha sonora é de Ademir Plá.

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Foto de Diogo Saito Takeuchi

 

VAMOS AO VÍDEO:

 

Leia mais… http://billbandalha.multiply.com/journal/item/226

http://www.slideshare.net/luciane239/generos-textuais-presentation

MARCUSCHI, L. A. “Gêneros textos: definição e funcionalidade” In: DIONÍSIO, A. P.; MACHADO, A. R.; BEZERRA, M. A. (orgs.) Gêneros textuais & ensino. Rio de Janeiro: Lucerna.



{Novembro 8, 2009}   Tv Escola

ximaaaa

“O Colégio Estadual Julio Symanski, em Araucária, tem possibilitado que os 2,4 mil alunos recebam informações e notícias de maneira diferente. Há um ano foi montado um estúdio de TV na escola. Os recados da direção e os debates dos candidatos ao grêmio estudantil são produzidos no estúdio e transmitidos ao mesmo tempo nas TVs multimídia das 23 salas de aula.

(…)

O funcionário da escola Luiz Antonio Biscaia concilia o trabalho de rotina com a função de locutor e apresentador da TV. Segundo ele, os alunos começaram a interagir melhor na busca de melhorias para a escola. “Os debates dos alunos que concorrem ao grêmio são aguardados com euforia”, destaca.Os candidatos ao grêmio estudantil já participaram de três debates ao vivo. As 60 turmas puderam acompanhar as propostas das quatro chapas que disputam a eleição. Para que os alunos surdos acompanhem os debates, uma intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras), traduz em sinais o que está sendo discutido.”

Parabenizo os candidatos ao grêmio estudantil pelo debate e a todos os alunos, pois a discussão logo após nos conduziu a uma importante reflexão sobre o que é cidadania.

Leia mais… http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/



Depois de alguma procura, encontrei um texto muito interessante que pode beneficiar mais de 2.300 pessoas diretamente de acordo com dados da COPEL,  pois há no Paraná 2.309 unidades consumidoras cadastradas com equipamentos de sobrevida, que deveriam ser atendidas por esta legislação.

Os gastos deste grupo com energia elétrica são de R$ 164.992,57, incluindo os impostos.
 

Quais são os equipamentos considerados de sobrevida?

São considerados equipamentos de sobrevida:

  • Respiradores ou ventilador pulmonar;

  • Aspiradores de secreções;

  • Equipamentos de Diálise Peritoneal Automática, que podem ser encontrados nas seguintes modalidades: Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua (CAPD), Diálise Peritoneal Noturna (NIPD) e Diálise Peritoneal Contínua por Cicladora (CCPD);

  • Aparelho de Quimioterapia;

  • Concentrador de Oxigênio;

  • Bomba de infusão;

  • Oxímetro;

  • CPAP e BIPAP;

  • Situações especiais com base na avaliação médica.

 

LEI Nº 14087 – 11/09/2003

  Publicado no Diário Oficial Nº 6561 de 12/09/2003

 A Assembléia Legislativa do Estado do Paraná decretou e eu sanciono a seguinte lei:

 Programa “LUZ FRATERNA”

 Art. 1º. Fica o Poder Executivo autorizado a efetuar o pagamento do consumo de energia elétrica e dos encargos decorrentes desse serviço dos consumidores beneficiários de algum dos Programas Sociais do Governo Federal relacionados no art. 2º desta lei, ou cadastrados no Programa Social da COPEL, cujos imóveis sejam utilizados exclusivamente para fins residenciais da área urbana e rural e cujo consumo de energia no mês não ultrapasse 100 (cem) kWh (kilowatts-hora).

 Parágrafo único. Ficam excluídas do benefício as unidades consumidoras que:

I – apresentarem sazonalidade de consumo;

II – não estiverem ocupadas;

III – não se caracterizarem como residência permanente, tais como sem consumo e de veranistas.

 Art. 2º. Para beneficiar-se do Programa “Luz Fraterna” o consumidor deverá atender, cumulativamente, as seguintes condições:

a) Classe residencial:

I – ser da subclasse residencial baixa renda com atendimento monofásico, conforme a Lei Federal nº 10.438, de 26.04.2002, regulamentada pelas Resoluções ANEEL nºs 246, de 30.04.2002 e 485, de 29.08.2002;

II – estar o titular da unidade consumidora cadastrado no Programa Social da COPEL, ou beneficiário de algum dos Programas Sociais do Governo Federal, tais como Bolsa Escola, Bolsa Alimentação e Vale Gás;

III – ter consumo até 100 kWh/mês;

IV – não possuir mais de uma conta cadastrada em seu nome;

 b) Classe rural:

I – ser monofásico ou bifásico com disjuntor até 50 amperes;

II – ter consumo mensal até 100 kWh/mês;

III – não possuir mais de uma conta cadastrada em seu nome.

 c) Classe de consumidores residenciais dependentes de sobrevida:

 I – a unidade consumidora deverá estar classificada como residencial;

 II – o dependente do equipamento de sobrevida deverá ser o próprio titular da unidade consumidora ou qualquer pessoa que comprove depender economicamente deste;

 III – a dependência de uso de equipamento de sobrevida deverá ser comprovada através de declaração oficial das Secretarias de Saúde ou de outro órgão competente no município, em que conste o nome do médico-perito, número do CRM, o CID e a descrição dos equipamentos necessários;

 VI – ter consumo de até 400 (quatrocentos) kwh/mês além do consumo pelo uso dos equipamentos de sobrevida.

 Parágrafo único. Os benefícios da alínea “c” destinam-se, exclusivamente, à unidade consumidora em que o dependente do equipamento reside.”

 LEI Nº 15922 – 12/08/2008 – acresce a alínea “c”

Publicado no Diário Oficial Nº 7783 de 12/08/2008

 Art. 3º. O ressarcimento às concessionárias, autorizadas e permissionárias de energia elétrica situadas no Estado do Paraná dos valores correspondentes ao benefício referido no art. 1º, será efetuado mediante dotação no orçamento geral do Estado.

 Art. 4º. Esta Lei entrará em vigor em 30 (trinta) dias após a data de sua publicação, ficando revogadas a Lei nº 11.897, de 01.12.97 e demais disposições em contrário.

 PALÁCIO DO GOVERNO EM CURITIBA, em 11 de setembro de 2003.

 Roberto Requião

Governador do Estado

 Caíto Quintana

Chefe da Casa Civil

Leia mais na fonte: http://www.copel.com/hpcopel/root/nivel2.jsp?endereco=%2Fhpcopel%2Froot%2Fpagcopel2.nsf%2Fdocs%2F75FF0B19D8E1EEB4032575B0004DC6A4

http://www.saude.caop.mp.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=233



{Outubro 22, 2009}   Primavera!

1flor58Ela é bela

A Natureza toda formosa

como sempre glamurosa

Entre as 4 estações

você é que marca os corações.

Sempre colorida e bela

eu me admiro

com sua beleza pela minha janela

observando a perfeição da natureza.

Você chega alegrando

as flores dos bosques e campos

todos saem para te prestigiar

você colore o quintal do nosso lar

Primavera, verão, outono e inveno

você é o que eu mais espero!

Gabriela e Aline 1ºk



{Outubro 22, 2009}   Primavera!

CA55TVC8CAQ6KVENCAWLOQ8XCAEQXF3TCAH9FUA0CACU0JOCCA24M0XSCAULHXKBCAAK8CXHCAD4Q49LCA3PUAAOCA1MXL4LCAO60TGBCAU8GSRXCAK6G1O2CA2CSE1DCAYE63HOCA2NKMEVCAMYPD29A primavera chegou e nos contagiou

Sua luz nos traz alegria

seu teor trouxe amor

as árvores assombram nosso viver

aflora nossas vidas com prazer

a mágoa nos faz esquecer

e o ódio para nunca mais voltar

lindo dia, lindas flores num campo sem dores

a primavera traz um lindo luar

E o céu faz brilhar

Enfim quando ela chega

A primavera me aconchega

 

Henrique Jr., Nilson, Rodrigo 1º J



{Outubro 21, 2009}   Primavera!

floresAs flores lá fora no jardim

alegram meu dia assim

O sol que irradia

Ilumina meu dia-a-dia

Se eu faço um desejo

Peço logo um beijo

Olho na janela e vejo um pássaro voando

Paro e penso: Eu estou amando

A chuva quando cai no telhado

Deixa o jardim todo enxarcado 

Quando vem a escuridão

Acelera o coração

Quando saiu na janela

Vejo logo a primavera.

 

Ana Caroline, Emily e Kaoana 1ºK



{Outubro 21, 2009}   Primavera!

Primavera, primavera

Quando eu abro a janela

Me encanto com a sua beleza tão bela

Primavera, primavera

Quando te vejo sinto a emoção

De que logo vem o verão

Primavera, primavera

As suas flores coloridas

Encantam as nossas vidas

Primavera, primavera

Quando estou junto a ti, quero que não tenha fim

Pois a sua beleza se iguala a mim

Primavera, primavera

Somente esse poema para expressar algo assim

 

Autores, por favor, identifiquem-se!



{Outubro 20, 2009}   Primavera.

arco_iris_1A Primavera

 

A primavera é tão bela

que parece uma pintura de aquarela

com suas flores de todas as cores

trazendo vida as pessoas sofridas

A estação mais bela do ano

transforma nossa vida

em um verdadeiro arco-íris

sendo vista além do horizonte

do vasto oceano

Vivendo essa sintonia de muita alegria

esperando sempre sua próxima vinda.

Amanda Lissa e Rafaela Rios 1ºJ



{Outubro 20, 2009}   Primavera…

flores_-5049Em um dia Bonito,

Pássaros voam no ar,

O entusiasmo que contagia,

Fazendo a flor desabrochar

 

Ah se todo ano fosse assim,

A primavera em meu jardim

Invadindo minha vida,

Com sua essência colorida

 

Mais por fim tudo acaba,

Dando a vez a outra estação,

Com essa tristeza sem sentido,

Resnasce um novo verão

Carlos, Alexandre, Vinicius 1ºK



{Outubro 20, 2009}   Primavera do Vacilão

eu-so-quero-ser-livre1A estação das flores

Deixa a cidade mais bela

As pessoas adoram

E também ficam belas.

Com a beleza, vem o amor

Com o amor, vem o carinho

Com o carinho, tem flores

E justo na estação das cores.

A primavera é tão linda

As flores maravilhosas

Não tem gíria de mano

Mas também, é da hora.

Mostra a cara vacilão

Que a gente quer saber

A sua opinião

E o que você tem pra dizer.

Lucas Henrique(Beiço)1ºk

Nota explicativa: Esta composição foi feita após uma sequência de comentários, incentivados por um anônimo, o qual ganhou a alcunha de “Vacilão”, pois criticou a gíria utilizada no primeiro poema da série “Primavera”. 



{Outubro 20, 2009}   Primavera!!!

urubuMuitas flores, mil amores,

Sol e céu azul.

É a estação das flores

e do urubu.

 

Olhe para o mar,

os golfinhos estão a saltar.

Sol em Curitiba?

Anima o atletiba

 

Tudo fica alegre e feliz,

porque o inverno já passou.

Liguem o chafariz,

Primavera começou!

 

Não vá para Matinhos,

pegue outros caminhos

Vá para os Estados Unidos,

porém deixem os maridos…

 

MARCO AURÉLIO E ERICK PILARSKI 1ºJ



{Outubro 20, 2009}   Primavera!

flores-5056Soneto: Bela Primavera..

 

És bela oh! grande primavera

Que situa em cada um, uma flor

E também um verdadeiro amor

Mas agora inicia uma nova era

 

A cada ano uma nova aloevera

A cada ano uma nova flor

E também uma grande dor

Pois o homem acaba contigo, primavera

 

A nova década se inicia

No frio ou no calor

Uma primavera esvaidecida

 

De três em três se conta o ano

Pois é bela, ó flor, que nasce

A cada primavera depois do outono

 

ATILIO , GIOVANI E JOÃO 1ºK



{Outubro 17, 2009}   Primavera!

BXK5116_borboleta800A bela primavera,

A todos nós alegra

Enquanto o verão não vem

Os pássaros cantam,

As borboletas voam

E a nossa imaginação vai além.

O sol, quase apagado

Praticamente não se vê

As flores nascem sobre o gramado

Fazendo a vida florescer

As rosas no jardim

São o puro amor na estação

Pela janela vejo o jasmin

A flor que desperta meu coração

Evelise G. e Francielly 1º K



{Outubro 17, 2009}   Primavera!

6409floresHoje estou aqui
Amanha estou lá
É a primavera que faz meu mundo girar

As flores esbeltas
Nesse mundo pra encantar
Conheci vários amores
Que me fez delirar

Já não sei mais se é a primavera
Que me faz amar
Só sei que a vida é bela
Ao som do cantar

Hoje posso sentir
O que nunca senti lá
Foi a primavera
Que fez meu mundo mudar

Frederico e Lucas G.1ºK



{Outubro 17, 2009}   Primavera!

BXK68288_ipe-rosa___em-sampa800Mais uma vez chega a primavera.
As flores começam a desabrochar.
E os pássaros começam a cantar.
Deixando ela mais bela.

A alegria  volta a cidade.
O sol começa a brilhar.
As pessoas voltam a amar.
Demonstrando sua felicidade.

Agora é tempo de paz.
abaixem-se as armas.
A guerra não voltara jamais.

Longos dias ensolarados.
As flores por toda parte.
Deixando todos apaixonados.

alysson w. B  e tiago N. S. 1ºK



{Outubro 16, 2009}   Primavera!

flor_azulPrimavera existe coisa mais bela ?

Flores encantando os jardins

Como as pétalas do jasmim.

Várias cores que nos lembram sabores

e antigos amores

Amores aqueles que me lembram das dores

que um dia eu senti por amar

O Céu e o mar me lembram de sonhar

e com eles eu quero estar

quando de você lembrar

Cores, amores , sabores

Eu sou posso encontrar

quando o tempo da primavera

De novo chegar.

Rafaella Haro e Thais 1º J



{Outubro 16, 2009}   Primavera!

girassolCeuPrimavera maravilhosa
Primavera cor de rosa
O céu é tão lindo
e o azul tão infinito
Um jardim de girassol
refletem as luzes do sol
O amor cresce nesse tempo
Sem hora pra acabar
As cores são de um jeito
onde ninguém sabe se vai passar.
E pra finalizar eu vou te dizer
espero que com uma flor
eu te conquiste pra valer.

Debora e Maryana 1ºJ



et cetera