o BloG dA pRofA











{Agosto 1, 2011}   Amores-imperfeitos?

Perfeito!

Virá com os passos mudos de uma reticência? …

 Cores, colagens, sons, emoção!



{Setembro 24, 2010}   O paladar da memória 25

Todos já tiveram infância, única e considerada a melhor parte da vida, sem dúvida a mais intensa e inocente, inocente por seus mínimos detalhes. Marcada muitas vezes por momentos bons, ruins, mas em cada adulto, com toda certeza existe um sabor, toda infância tem um sabor, uma comida que não importa quanto tempo passe, ao prová-la é evidente reviver toda a infância.

Em algumas pessoas, a lembrança de um sabor mais requintado, mais exótico, e até mesmo mais simples – mas isso não vem ao caso, não importa a questão social ou cultural que lhe fora proporcionada na infância – o sabor não muda, do mais rico ao mais pobre, o que difere é a intensidade que o sabor, o gostinho que te lembra a infância faz sobre você, fez sobre você, e sempre será o que faz viver, o que ensinou e o que faz crescer.

Prudence Emma Staite

Leia do início: https://cidagrecco.wordpress.com/2010/09/21/o-paladar-da-memoria/



{Setembro 24, 2010}   O paladar da memória 23

Na infância não comemos o que gostamos, o que há de melhor, frutas e verduras, gostamos de “besteiras”, doces, guloseimas, salgadinhos, etc… Olhando um pouco para o passado, a memória do paladar nos faz encontrar o alimento, a comida que nunca pode faltar, e que sempre vamos recordar. Seria o popular arroz e feijão, aquele que sua avó faz com todo o carinho do mundo.

Domingos e datas especiais em que se comia mais carne, maionese da madrinha, com direito a bolos de sobremesa e tudo o mais.

Mas a memória nos faz encontrar comidas que hoje são mais modernas, entrega em casa, e também mais rápidas para digerir. Minha infância, posso dizer que foi “a infância”, pois ela me faz lembrar de minha relação com meus avós, com quem eu morava e do pão maravilhoso da minha avó.

Dieter Roth



{Setembro 24, 2010}   O paladar da memória 19

Impossível não se lembrar da farta mesa de domingo, onde nos reuníamos em família, para degustar as delícias preparadas pela avó, que com toda a paciência se levantava cedo para preparar a comida e na hora do almoço se mantinha atenta a cada detalhe para ver se um ou outro estava bem servido. É possível de longe ver a felicidade e a satisfação de cada um a cada pedaço de carne posto na boca, a cada colherada no arroz e na salada, e é maior e mais visível a satisfação da avó, mãe ou qualquer outra pessoa que tenha preparado a refeição em ver todos unidos e satisfeitos e felizes pelo mesmo propósito.

Jim Victor



{Setembro 24, 2010}   O paladar da memória 18

Em quase todas as noites de Natal, toda a família se reunia na casa do avô para a janta. A mesa ficava cheia, as opções de comida eram muitas, o principal prato era o peru, que ficava no centro da mesa. Todos conversavam, ao mesmo tempo em que saboreavam a comida. E para terminar vinha a sobremesa, e cada família trazia um prato diferente, e assim todos iam embora para suas casas satisfeitos.

James Parker



{Setembro 24, 2010}   O paladar da memória 17

O céu da boca, realmente deixa a mente “balançando” de tantas memórias provindas do paladar. Encontros agradáveis com pessoas dignas, família, mas também experiências nada memoráveis, como uma discussão, uma briga na mesa na hora do almoço.

A comida deixa a cada dia seu gosto, ou até o seu desgosto, e nos faz recordar momentos de toda a vida, apenas ao pensar o quanto o paladar marca em uma vida, e realmente são muito fortes as inúmeras lembranças. É mágica a maneira como elas marcam, ficam.

Davin Risk



{Setembro 21, 2010}   O paladar da memória

O memória do paladar nos traz lembranças de momentos de infância, ocasiões especiais, alguém que deixou sua marca num almoço, reuniões agradáveis, ou ainda demonstrações de habilidades gastronômicas que não serão esquecidas facilmente.

Alunas e alunos do 2º EM escreveram sobre suas memórias, estabelecendo vínculos entre alimentação e relações afetivas. Espero conseguir postar todos os textos que li nos últimos dias.


Boa leitura.

Giuseppe Arcimboldo

Leia mais: http://pt.wikipedia.org/wiki/Giuseppe_Arcimboldo



{Setembro 17, 2010}   Antes que o mundo acabe

Leia mais: http://cinema.cineclick.uol.com.br/filmes/ficha/nomefilme/antes-que-o-mundo-acabe/id/16299

Obrigada, querida!



{Janeiro 24, 2010}   Danielle Cristina


Útero

Cansada de fotografia bonitinha. Belas imagens. De texto perfeitinho e ordinário. De vírgulas no lugar certo. De pontos onde devem ter pontos. De mais por mas. Há muitos inícios, alguns meios e raros fins. Ou será o contrário: sempre inícios e fins, e esqueço dos meios? Cansaaada… do livro pela metade, da conversa mole, do projeto de sonho, do estudo enrustido, da cor de cabelo inexpressiva, da geladeira vazia, do par de sapatos roubado, do choro esprimido entre dois sofás. E é só o par de olhos que sobra. Sempre. Ao menos. Vivo, inquisidor, confiante, irrequieto. Sim, capaz. Forte. Com a fuça enfrunhada nas costas de meu filho volto ao útero. Quente, escuro e hhhhhhhhh. O som do tudo. Volto e não estou porque, creio, toda vez que enfrunhada ali poderei regressar. Creio. Já tentei duas vezes e deu certo. Certeza de que é preciso agora terminar uma coisa pra que as outras possam ter meios. Só não lembro mais que coisa era essa. [ Só um desafio pra ver se alguém decifra cabeça de louco!]

Obrigada, Dani

Leia mais: http://daminhaaldeia.wordpress.com/

http://literaturadaminhaaldeia.wordpress.com/

http://ogarimpo.wordpress.com/

http://www.dc.art.br




{Dezembro 9, 2009}   Múltiplas leituras

A princípio ele é um livro que causa estranhamento. Muito mais pela estratégia narrativa que pela ousadia em descrever personagens desagradáveis de nossa história.

Repleto de citações de dezenas de autores que vai de D. H. Lawrence a Sylvia Plath, Yourcenar a Fitzgerald, Kundera a Clarice Lispector, T. S. Eliot, Pasternak. O leitor se delicia a cada momento com a loucura das interrupções das chamadas númericas que permeiam os capítulos centrais.

Um trecho da exortação de Ignácio de Loyola Brandão que me instigou ainda mais a leitura.

“Carrero me lembra Henry Miller, com muito mais violência. Ele não poupa personagens, assim como não poupa o leitor. E no entanto, ficamos fascinados, não há como largar o livro, (…) Carrero é cheio de humanidade para com sua gente, com sua Recife. Está avisado. Se não quiser, não entre. Entrando, não há de se arrepender…”

Vamos a um trecho do livro:

“(…) Deveria acordar Leonardo? E Biba? Por que dormira no chão, embaixo da rede? Não daria atenção a Siegfried. Ele que fizesse o café quando acordasse.

“Os medíocres não conseguem ser derrotados, pois não sabem distinguir nem o que significa realmente vitória do que seja derrota. A verdade é que não atingem a condição plena do humano, por não terem idéias próprias, não se individualizam. Fazem parte de uma enorme e poderosa classe, constituem verdadeiras legiões, imbatíveis. Geralmente, não têm distinção nem pudor. Gostam de se exibir através de roupas (como cuidam do exterior), de cargos, de títulos, de jóias, de livros publicados de qualquer jeito, visando apenas notícias nos jornais e tardes de autógrafos. Confundem, quase sempre, espalhafato e berros da moda com elegância. Possuem uma incontrolável tendência para se tornarem macacos de auditório de qualquer idolozinho que apareça. Escancaram-se, apresentam, em toda oportunidade que apareça, o rol das coisas que conseguiram, dos objetos que possuem, por mais insignificantes que elas sejam. Poderia até inventar um lema para eles: quem não se exibe não existe. São os campeões, segundo Fernando Pessoa, poeta que se considerava derrotado até nos pequenos acontecimentos da vida.  É comum também essas pessoas perderem o sentido de lealdade. Leais apenas ao sucesso, representado em duas coisas fáceis: dinheiro e poder. Tudo mais podem trair: até eles mesmos.”

Ísis pensava nesse texto de Renato Carneiro Campos quanto entrou no quarto para acordar Leonardo. Via o alemão. Nu. Deitado na cama. Mais do que deitado: esparramado. Como se tivesse a consciência tranqüila. Como se pudesse dormir à solta. Um medíocre. Um traidor. Um aventureiro. No íntimo: um invejoso. Precisava de sucesso, mesmo com traições. Para manter a macheza. Para se fazer de invencível.” (p.87-88)

Leia mais: Somos pedras que se consomem. Raimundo Carrero. Iluminuras. 1995.

Veja se está disponível na Biblioteca Pública do Paraná pelo catálogo eletrônico, se não estiver, empreste outro livro e boas férias!

http://www.pergamum.bpp.pr.gov.br/biblioteca/index.php?resolution2=1024_1#posicao_dados_acervo



Novas pesquisas provam que nem só os hormônios
são culpados pelo comportamento explosivo da garotada

Quando o adolescente sai escondido para uma festa ou responde a uma pergunta inocente dos pais com uma explosão emocional, a culpa não é só dos hormônios. Descobertas científicas recentes provam que não apenas o corpo, mas também a mente passa por grandes mudanças na adolescência. Do sexo sem preservativo à imprudência na direção, os adolescentes assumem comportamentos irresponsáveis em parte porque as estruturas mentais que inibem respostas intempestivas ainda não se consolidaram. As alterações mais importantes por que passa o cérebro nos últimos anos da adolescência têm lugar no córtex pré-frontal, área que é responsável pelo planejamento de longo prazo e pelo controle das emoções. “Antes dessas mudanças, o adolescente nem sempre está pronto para processar todas as informações que precisa considerar quando toma uma decisão”, explica o neurologista americano Paul Thompson, do Laboratório de Neuromapeamento da Universidade da Califórnia.

Thompson faz parte de uma equipe de cientistas que vem mapeando o cérebro de cerca de 1 000 adolescentes com técnicas avançadas de tomografia. As descobertas são surpreendentes, especialmente se considerarmos que até há alguns anos era consenso científico que o cérebro completava seu crescimento na infância e não se alterava mais. Hoje se sabe que várias estruturas cerebrais seguem evoluindo durante a adolescência (veja quadro), embora nem todas cresçam. A idade em que essas mudanças se processam varia. O cérebro das meninas desenvolve-se cerca de dois anos mais cedo, mas homens e mulheres costumam emparelhar lá pelos 20 anos. De forma geral, no início da adolescência ainda está em processo uma mudança que começa entre 7 e 11 anos. É quando crescem certas regiões cerebrais ligadas à linguagem, como a área de Broca, uma pequena estrutura dentro do córtex pré-frontal. O processo costuma chegar ao fim antes dos 15 anos. No período de desenvolvimento, notam-se grandes progressos no uso da escrita – é a idade ideal para aprender novas línguas. A mudança maior começa pelos 18 anos e pode avançar até os 25. É quando o córtex pré-frontal amadurece, consolidando o senso de responsabilidade que falta a tantos adolescentes. “O córtex funciona como o presidente de uma grande empresa, centralizando as decisões. É por isso que às vezes o cérebro adolescente parece uma empresa sem presidente”, brinca Thompson.

A ciência ainda não entendeu completamente essas alterações. O detalhe misterioso é que nem sempre o desenvolvimento cerebral se dá por crescimento, como acontece com todos os outros órgãos de nosso corpo. Na verdade, muitas sinapses – ligações entre os neurônios – são simplesmente cortadas durante a adolescência. Supõe-se que esse processo obedeça a uma certa economia de conexões: aquelas sinapses que não são usadas simplesmente se perdem. Quem toca um instrumento musical desde a infância vai desenvolver certas conexões neurais que se perderão em quem nunca chegou perto de uma partitura. De qualquer modo, a notícia de que o cérebro adolescente ainda não está “pronto” é alentadora. “Isso significa que temos mais tempo de aprendizado do que antes pensávamos”, diz Thompson.

Leia mais em:

http://veja.abril.com.br/especiais/jovens_2004/p_034.html

Adolescente – Terça Insana 2008 “Aiii, que ódio! Aiii, que ridículo!!!”

Trabalho de fotografia – Publicidade e propaganda – PUC-PR



et cetera