o BloG dA pRofA











A peça de teatro solicitada pela UFPR para o vestibular deste ano não é fácil de ser encontrada.

Ela faz parte do Projeto Ágora, que conta com um espaço para publicações em seu site, e “ESTE ESPAÇO VISA INCREMENTAR A VEICULAÇÃO DAS IDÉIAS E DO CONHECIMENTO ATRAVÉS DA PUBLICAÇÃO DE LIVROS, QUE SERÃO, SEMPRE QUE POSSÍVEL, DISPONIBILIZADOS GRATUITAMENTE NO SITE DO TEATRO PARA DOWNLOAD.”

A peça, que começa a partir da página 289,  é muito boa, numa linguagem extremamente fácil e sua leitura leva no máximo 1 hora. Contudo, nada impede que se leia o livro todo que está uma beleza!

Então segue o link: http://www.agorateatro.com.br/agorateatro/wp-content/uploads/2007/09/agora_livre_dramaturgias_miolo.pdf

Boa leitura!



{Junho 28, 2011}   Memórias do subsolo

VIII

– Ha, ha, ha! Mas essa vontade nem sequer existe, se quereis saber! – interrompeis-me com uma gargalhada. – A ciência conseguiu a tal ponto analisar anatomicamente o homem que já sabemos que a vontade e o chamado livre-arbítrio nada mais são do que…

– Um momento, senhores, foi justamente assim que eu mesmo quis começar. Cheguei até a me assustar, confesso. Ainda agora, quis gritar que a vontade depende diabo sabe do quê, e que talvez se deva dar graças a Deus por isto, mas lembrei-me da ciência e… me detive. E nesse instante começastes a falar. E, com efeito, se realmente se encontrar um dia a fórmula de todas as nossas vontades e caprichos, isto é, do que eles dependem, por que leis precisamente acontecem, como se difundem, para onde anseiam dirigir-se neste ou naquele caso, etc. etc., uma verdadeira fórmula matemática, então  o homem será capaz de deixar de desejar, ou melhor, deixará de fazê-lo, com certeza.  Ora, que prazer se pode ter em desejar segundo uma tabela? Mais ainda: no mesmo instante, o homem se transformará num pedal de órgão ou algo semelhante; pois que é um homem sem desejos, sem vontades nem caprichos, senão um pedal de órgão? Que pensais disso? Calculemos as probabilidades: pode tal coisa acontecer ou não?

– Hum… – retrucais. – As nossas vontades são, na maior parte equívocos devidos a uma concepção errada sobre as nossas vantagens. Se queremos às vezes um absurdo completo, é porque vemos nesse absurdo, devido à nossa estupidez, o caminho mais fácil para atingir alguma.

De fato, se a vontade se combinar  um dia completamente com a razão, querer algo desprovido de sentido e, deste modo, ir conscientemente contra a razão e desejar aquilo que é nocivo a nós próprios… E visto que todas as vontades e todos os raciocínios podem ser realmente calculados – pois algum dia hão de se descobrir as leis do nosso suposto livre-arbítrio -, então, deixando-se de lado as brincadeiras, será possível elaborar um espécie de tabela, e nós passaremos realmente a desejar de acordo com esta.

Durante toda a vida, eu não podia sequer conceber em meu íntimo outro amor, e cheguei a tal ponto que, agora, chego a pensar por vezes que o amor consiste justamente no direito que o objeto amado voluntariamente nos concede de exercer tirania sobre ele.

Mesmo nos meus devaneios subterrâneos, nunca pude conceber o amor senão como uma luta: começava sempre pelo ódio e terminava pela  subjugação moral; depois não podia sequer imaginar o que fazer com o objeto subjugado. E o que há de inverossímil nisso, se eu já conseguira apodrecer moralmente a ponto de me desacostumar da “vida viva”…

 

Fiódor Dostoiévski

 



{Junho 17, 2011}   O despertar da primavera

Parabéns às formandas e aos formandos!



Novas pesquisas provam que nem só os hormônios
são culpados pelo comportamento explosivo da garotada

Quando o adolescente sai escondido para uma festa ou responde a uma pergunta inocente dos pais com uma explosão emocional, a culpa não é só dos hormônios. Descobertas científicas recentes provam que não apenas o corpo, mas também a mente passa por grandes mudanças na adolescência. Do sexo sem preservativo à imprudência na direção, os adolescentes assumem comportamentos irresponsáveis em parte porque as estruturas mentais que inibem respostas intempestivas ainda não se consolidaram. As alterações mais importantes por que passa o cérebro nos últimos anos da adolescência têm lugar no córtex pré-frontal, área que é responsável pelo planejamento de longo prazo e pelo controle das emoções. “Antes dessas mudanças, o adolescente nem sempre está pronto para processar todas as informações que precisa considerar quando toma uma decisão”, explica o neurologista americano Paul Thompson, do Laboratório de Neuromapeamento da Universidade da Califórnia.

Thompson faz parte de uma equipe de cientistas que vem mapeando o cérebro de cerca de 1 000 adolescentes com técnicas avançadas de tomografia. As descobertas são surpreendentes, especialmente se considerarmos que até há alguns anos era consenso científico que o cérebro completava seu crescimento na infância e não se alterava mais. Hoje se sabe que várias estruturas cerebrais seguem evoluindo durante a adolescência (veja quadro), embora nem todas cresçam. A idade em que essas mudanças se processam varia. O cérebro das meninas desenvolve-se cerca de dois anos mais cedo, mas homens e mulheres costumam emparelhar lá pelos 20 anos. De forma geral, no início da adolescência ainda está em processo uma mudança que começa entre 7 e 11 anos. É quando crescem certas regiões cerebrais ligadas à linguagem, como a área de Broca, uma pequena estrutura dentro do córtex pré-frontal. O processo costuma chegar ao fim antes dos 15 anos. No período de desenvolvimento, notam-se grandes progressos no uso da escrita – é a idade ideal para aprender novas línguas. A mudança maior começa pelos 18 anos e pode avançar até os 25. É quando o córtex pré-frontal amadurece, consolidando o senso de responsabilidade que falta a tantos adolescentes. “O córtex funciona como o presidente de uma grande empresa, centralizando as decisões. É por isso que às vezes o cérebro adolescente parece uma empresa sem presidente”, brinca Thompson.

A ciência ainda não entendeu completamente essas alterações. O detalhe misterioso é que nem sempre o desenvolvimento cerebral se dá por crescimento, como acontece com todos os outros órgãos de nosso corpo. Na verdade, muitas sinapses – ligações entre os neurônios – são simplesmente cortadas durante a adolescência. Supõe-se que esse processo obedeça a uma certa economia de conexões: aquelas sinapses que não são usadas simplesmente se perdem. Quem toca um instrumento musical desde a infância vai desenvolver certas conexões neurais que se perderão em quem nunca chegou perto de uma partitura. De qualquer modo, a notícia de que o cérebro adolescente ainda não está “pronto” é alentadora. “Isso significa que temos mais tempo de aprendizado do que antes pensávamos”, diz Thompson.

Leia mais em:

http://veja.abril.com.br/especiais/jovens_2004/p_034.html

Adolescente – Terça Insana 2008 “Aiii, que ódio! Aiii, que ridículo!!!”

Trabalho de fotografia – Publicidade e propaganda – PUC-PR



et cetera