o BloG dA pRofA











{Fevereiro 2, 2012}   Dois lados

 

 

Deste lado tem meu corpo
Tem o sonho
Tem a minha namorada me esperando
Tem minha vida, nossas vidas
Tem meu amor tão lento
Tem o caminho sendo preparado
Tem você do outro lado

Do outro lado existe ela pensando em nós dois
Tem a perfeição do seu sorriso
Tem o sonho não realizado
Tem meu amor sendo guardado

Georgia Bontorin

Que este amor, Georgia, não fique guardado!

Amor tem que ser amado, distribuído, gostado, visto, revisto e visitado.

Sonhos são realizados, fantasias não. Amor é sonho real na vida, não ilusão.

Feito de duas: pessoas, mente, posição. Feito de dois: lados, distinção, opinião.

Amado sempre e respeitado, tem tudo para ser frutificado. 

Adoro um amor inventado! Não acho nada exagerado.

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{Fevereiro 2, 2012}   O peregrino

O oceano desprende de seu olhar

Susurros, nessa peregrinação

que é a vida, deixam vultos a navegar

O barco é seu bem colossal

Água doce que possui amargas pitadas de sal.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Perdoa-me, amarga peregrinação,

Mas falta de amor traz tanto rancor

Fator que desilude teu coração

Te assusta, fere e estraçalha sua alma com dor

e com golpes certeiros de pura obsessão.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Tanta solidão deve-se ao destino

O mesmo que vai e volta para matar

A cada vítima, aí está você sozinho

A cada movimento e a cada olhar, desabas

Com tanta tristeza que o segue, peregrino.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Pensando nos velhos momentos, choras, meu jovem,

Por ter trocado a segurança pela incerteza

Detalhe que o consome a cada instante

No seu semblante, pulsa a morte

De quem um dia considerava-se o forte.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

“Homem ao mar!!!” assim ele vai

Preso em seus próprios sonhos

Afogando-se em suas próprias escolhas

Parte, enfim, a vida desse jovem

Peregrinante que então vira peregrina_dor.

Gabriel Moreira

 

Leia mais: O velho e o mar – Ernest Hemingway 

 http://www.4shared.com/office/Hb3IG7V3/Ernest_Hemingway_O_velho_e_o_m.html



{Novembro 5, 2011}   Gregório de Matos

Tomás Pinto Brandão estando preso por indústrias de certo frade: afomentado na prisão por seus dois irmãos apelidados o Frisão e o Chicória, em vésperas que estava o poeta de ir para Angola

.

SONETO

.

É uma das mais célebres histó-,

A que te fez prender, pobre Tomá-,

Porque todos te fazem degradá-,

Que no nosso idioma é para Angó-.

.

Oh se quisesse o Padre Santo Antô-,

Que se falsificara este pressá-,

Para ficar corrido este Frisá-,

E moído em salada de Chicó-.

.

Mas ai! que lá me vem buscar Mati-,

Que nestes casos é peça de lé-;

Adeus, meus camaradas, e ami-.

.

Que vou levar cavalos a Bengué-,

Mas se vou a cavalo em um navi-,

Servindo vou a El Rei por mar, e té-.

.

Matos, Gregório de. Poemas escolhidos: seleção e organização de José Miguel Wisnik. São Paulo: Companhia das Letras, 2010. p.192



{Outubro 16, 2011}   Premissas da vida

Se o amor fosse verdadeiro
Tudo sairia do mesmo ciclo rotineiro
Não existiriam falsas promessas, meu amor
Como uma dessas que você vive a citar.

Se o amor não fosse verdadeiro
Tudo pararia, não importando os derradeiros
Não existiriam verdadeiras analogias
Como a imperfeição de cada palavra sua.

Ah! Se o amor fosse o meu roteiro
Tudo aconteceria nas margens da imaginação
Pois a cada feito, haveria sempre um defeito.

Logo, a cada premissa haveria você
E a cada nova premissa haveria o amor
A conclusão, ficaria a cargo do coração.

Gabriel Moreira



{Setembro 20, 2011}   Urupês – Monteiro Lobato

O Engraçado Arrependido

Francisco Teixeira Pontes tinha 32 anos
Todos riam de suas piadas sem parar
Ele era um comediante natural
Mas um dia, com sua fama resolveu acabar

Ele queria virar um homem sério
Queria ser alguém como qualquer um
Tinha cansado da própria vida
Queria ser um homem comum

Tentou vários empregos
Mas com “qua qua qua” era respondido
Riam apenas de citar seu nome
Achou que já estava perdido

Então foi que ele soube de um emprego
Um de coletor federal
Mas era ocupado pelo Major Bentes
Que tinha um aneurisma fatal

Francisco contratou seu primo
E este lhe prometeu o cargo de coletor
Seria avisado logo após da morte do Major
Então Pontes planejou o assassinato com ardor

Sendo um comediante pensou
“Vou matar o Major de rir!”
O aneurisma não iria aguentar
Fazê-lo dar risada, ninguém pode me proibir

Indo a coletoria fazendo pequenos trabalhos
Conquistou o Major de pouco em pouco
Então finalmente Pontes o convidou para jantar
Para tentar fazê-lo rir como louco

Mas o plano não deu muito certo
O Major tinha cuidado com o aneurisma
Ria apenas timidamente
Pontes tinha que melhorar seu carisma

Pontes, porem pensou
“Todo homem tem seu ponto fraco”

Os do Major eram ingleses e frades
Enfim conseguiria por o velho no buraco

Depois de muita preparação
Criou uma anedota de um inglês, sua mulher e dois frades
Se o Major sobrevivesse
Prometeu dar um tiro na cabeça com toda a vontade

Então em um almoço no carnaval
Pontes começou a contar a piada
Major Bentes estava atento e adorando
E o momento do fim se aproximava

Pontes finalizou sua obra-prima
Em um ato rápido e cômico
Major Bentes riu mais alto que todos
Com um riso tragicômico

O Major caiu de cara no peixe e ali morreu
Apesar de ser planejado, Pontes se chocou
O assassino indireto correu pra casa
E lá por dias se trancou

Seu primo o ligou com péssimas notícias
A vaga de coletor já estava tomada
Pontes além de chocado, ficou sem emprego
Desejou nunca ter feito aquela piada

Pontes foi achado enforcado por uma ceroula
Um mês depois do assassinato do Major
Foi motivo de piada para toda a cidade
Então se ouvia, novamente, “quás” ao seu redor

 

http://prezi.com/vfwkhdyuzzb7/o-engracado-arrependido/

 

 

Trabalho maravilindo realizado pelas alunas Hevelin Sato, Maria Victória Garcez, Ana Lucia Faucz, Paola Gomes e Vitor Emanuel.

Parabéns! 



{Agosto 25, 2011}   LeMinsKi aNo

Aqui tou eu pra te proteger dos perigos da noite, do dia

Sou fogo, sou terra, sou água, sou gente, 

eu também sou filha de Santa Maria

Desencontrários (Paulo Leminski)

   Mandei a palavra rimar,
ela não me obedeceu.
   Falou em mar, em céu, em rosa,
em grego, em silêncio, em prosa.
   Parecia fora de si,
a sílaba silenciosa.

   Mandei a frase sonhar,
e ela foi num labirinto.
   Fazer poesia, eu sinto, apenas isso.
Dar ordens a um exército,
   para conquistar um império extinto.

Dia 24/08 (quarta-feira), o escritor curitibano Paulo Leminski completaria 67 anos. Para comemorar a data, a Biblioteca Pública do Paraná (BPP) e o Museu da Imagem e do Som (MIS-PR) abrem a exposição “Clics em Curitiba”, com 24 painéis de fotos de Jack Pires associadas a poemas de Leminski, considerado um dos escritores brasileiros mais importantes da segunda metade do século 20.

As imagens e os textos foram originalmente publicados no livro “Quarenta Clics em Curitiba”, lançado pela dupla em 1976. A abertura da mostra é às 19h, em seguida, às 19h30, será exibido no Auditório Paul Garfunkel o documentário “Ervilha da fantasia – uma ópera Paulo Leminskiana”, do cineasta Werner Schumann

A programação ainda conta com a leitura dramática do texto “O dia em que morreu Leminski”, escrito pelo jornalista e dramaturgo Rogério Viana, também no auditório, às 17h30. A leitura é dirigida por Léo Moita e tem participação dos atores Felipe Custódio, Val Salles e Naiara Bastos.

Jack Pires foi um fotógrafo paulista radicado durante muitos anos em Curitiba, onde desenvolveu diversas atividades na Fundação Cultural de Curitiba e trabalhou em importantes estúdios fotográficos. Realizou, nos anos 1970 e 1980, valiosos registros do cotidiano da capital paranaense, num estilo que foi comparado ao de Henri Cartier-Bresson. Em 1976 convidou Leminski para associar seus poemas a diversos flagrantes registradas nas praças e ruas da cidade. O resultado é um livro de grande valor artístico e documental. [imprensa@seec.pr.gov.br]

Serviço:

Clics de Curitiba

Exposição de fotos do livro “Quarenta Clics em Curitiba”

A partir de 24 de agosto, às 19h

Visitação até 24 de setembro – Hall de entrada

Biblioteca Pública do Paraná – Rua Cândido Lopes, 133, Centro, Curitiba.

Entrada franca

Mais informações: (41) 3221-4917

Veja mais: http://www.youtube.com/watch?v=MHkya98tKgs

Leia mais: 

http://pauloleminskipoemas.blogspot.com/

http://www.releituras.com/pleminski_menu.asp

http://www.kakinet.com/caqui/leminski.htm



{Agosto 22, 2011}   Sedução Poética 2011

Cora Coralina

Doceira por vocação, poetisa por natureza 

122 anos

Não sei se a vida é curta ou longa para nós,

mas sei que nada do que vivemos tem sentido

se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:

colo que acolhe, braço que envolve,

palavra que conforta, silêncio que respeita,

alegria que contagia, lágrima que corre,

olhar que acaricia, desejo que sacia,

amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,

é o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela não seja nem curta,

nem longa demais,

mas que seja intensa,

verdadeira, pura enquanto durar.

Feliz aquele que transfere o que sabe

e aprende o que ensina.

Assim eu vejo a vida

A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver


/


Leia mais: http://www.paralerepensar.com.br/coracoralina.htm

http://www.senado.gov.br/noticias/fibra-de-cora-coralina-e-lembrada-como-exemplo-em-sessao-no-senado-nesta-terca.aspx

http://www.vilaboadegoias.com.br/cora_coralina/



{Agosto 7, 2011}   Sedução poética

Discurso – Cecília Meireles

E aqui estou, cantando. 

Um poeta é sempre irmão do vento e da água: 
deixa seu ritmo por onde passa. 

Venho de longe e vou para longe: 
mas procurei pelo chão os sinais do meu caminho 
e não vi nada, porque as ervas cresceram e as serpentes andaram. 

Também procurei no céu a indicação de uma trajetória, 
mas houve sempre muitas nuvens.
E suicidaram-se os operários de Babel. 

Pois aqui estou, cantando. 

Se eu nem sei onde estou, 
como posso esperar que algum ouvido me escute? 

Ah! se eu nem sei quem sou, 
como posso esperar que venha alguém gostar de mim?
(Meireles, 1982, p.17)

 

Arte Poética 

Mirar el río hecho de tiempo y agua
Y recordar que el tiempo es otro río,
Saber que nos perdemos como el río
Y que los rostros pasan como el agua.

Sentir que la vigilia es otro sueño
Que sueña no soñar y que la muerte
Que teme nuestra carne es esa muerte
De cada noche, que se llama sueño.

 

Ver en el día o en el año un símbolo
De los días del hombre y de sus años,
Convertir el ultraje de los años
En una música, un rumor y un símbolo,

Ver en la muerte el sueño, en el ocaso
Un triste oro, tal es la poesía
Que es inmortal y pobre. La poesía
Vuelve como la aurora y el ocaso.

A veces en las tardes una cara
Nos mira desde el fondo de un espejo;
El arte debe ser como ese espejo
Que nos revela nuestra propia cara.

Cuentan que Ulises, harto de prodigios,
Lloró de amor al divisar su Itaca
Verde y humilde. El arte es esa Itaca
De verde eternidad, no de prodigios.

También es como el río interminable
Que pasa y queda y es cristal de un mismo
Heráclito inconstante, que es el mismo
Y es otro, como el río interminable.

Jorge Luis Borges (1960)
Leia mais: http://www.webartigos.com/articles/61658/1/A-METAPOESIA-EM-VIAGEM-DE-CECILIA-MEIRELES/pagina1.html#ixzz1UJ3UaGO5



{Julho 30, 2011}   Grades Para Inocentes
Queria ser como pássaro
Voar, sem me preocupar
Voar e sentir o doce toque do ar
Queria apenas voar.

Logo, sou um pássaro
Pois aprendi a cantar
Aprendi a encantar
Mas logo não sei voar.

Minha beleza cobiçaram
Em grades me pregaram
Minhas asas atrofiaram.

Hoje sei o que é tristeza
Antes tinha leveza
Por favor devolvam minha pureza
Cobiçadores de riquezas.

                          Gabriel Moreira


{Julho 23, 2011}   O Rio e o Tempo

O Rio

A Cecília

O rio é uma língua bífida

que lambe não só a fimbria

das gargantas que a constringem,

mas também, porque lasciva,

suas mais profundas vísceras.

Lambe até o lodo e o limo

das frinchas onde se enfia

na terra que, concubina,

abre a úmida vagina

ao seu lúbrico apetite.

Na infância não vi o rio,

mas só praias e penínsulas,

lagoas e alvas restingas,

onde o sol e a maresia

inundavam-me as narinas.

Só depois, lá pelos quinze,

é que vi rugir o rio,

com suas súbitas iras,

seus pêlos em desalinho,

seu caráter ínvio e ríspido.

Era o sensual Paraíba,

com águas cor de ouro antigo

e bois nas margens furtivas

que devagar se moviam

quando as cheias as tangiam,

empurrando à superfície

toda sorte de iguarias:

almas penadas, espíritos

malignos, ermas pupilas

de afogados e facínoras,

a lembrança da menina 

que sorria entre os caniços,

abrindo-me as coxas lívidas

que ardiam como dois círios

à escura soleira do hímen.

Ó rios de minha vida:

os que cruzei sem ter visto

e os que fluem, com mais tinta,

no pélago das retinas

de quem agora os recria!

(…)

Ivan Junqueira

PANORAMA ALÉM

Não sei que tempo faz, nem se é noite ou se é dia.
Não sinto onde é que estou, nem se estou. Não sei de nada.
Nem de ódio, nem amor. Tédio? Melancolia.
-Existência parada. Existência acabada.

Nem se pode saber do que outrora existia.
A cegueira no olhar. Toda a noite calada
no ouvido. Presa a voz. Gesto vão. Boca fria.
A alma, um deserto branco: -o luar triste na geada…

Silêncio. Eternidade. Infinito. Segredo.
Onde, as almas irmãs? Onde, Deus? Que degredo!
Ninguém…. O ermo atrás do ermo: – é a paisagem daqui.

Tudo opaco… E sem luz… E sem treva… O ar absorto…
Tudo em paz… Tudo só… Tudo irreal… Tudo morto…
Por que foi que eu morri? Quando foi que eu morri?

Cecília Meireles



A’ Santa Thereza 

.

Reza de manso… Toda de roxo,

A vista no teto preza,

Como que imita a tristeza

Daquele círio trêmulo e frouxo…

.

E assim, mostrando todo o desgosto

Que sobre sua alma pesa,

Ela reza, reza, reza,

As mãos erguidas, pálido o rosto… 

.

O rosto pálido, as mãos erguidas,

O olhar choroso e profundo…

Parece estar no Outro-Mundo

De outros mistérios e de outras vidas.

.

Implora a Cristo, seu Casto Esposo,

Numa prece ou num transporte,

O termo final da Morte,

Para descanso, para repouso…

.

Salmos doridos, cantos aéreos,

Melodiosos gorgeios

Roçam-lhe os ouvidos, cheios

De misticismos e de mistérios…

.

Reza de manso, reza de manso,

Implorando ao Casto Esposo

A morte, para repouso,

Para sossego, para descanso 

.

D’alma e do corpo que se consomem,

Num desânimo profundo,

Ante as misérias do Mundo,

Ante as misérias tão baixas do Homem!

.

Quanta tristeza, quanto desgosto,

Mostra na alma aberta e franca,

Quando fica, branca, branca,

As mãos erguidas, pálido o rosto…

.

Leia mais:

http://conhecimentopratico.uol.com.br/linguaportuguesa/gramatica-ortografia/27/artigo206904-1.asp

 http://saopaulourgente.blogspot.com/2009/03/musa-impassivel-na-pinacoteca.html

 



{Junho 23, 2011}   Saciedade & Sociedade

“A novidade
que tem no brejo da cruz
é a criançada
se alimentar de luz…”

Chico Buarque

… luz da lua
Do sol a luz,
Mas sobretudo
é da luz de teu olhar
que me acumulo…
Da luz de tua presença
de teus sentimentos
iluminados
tanto os bons sentimentos
quanto os sentimentos
danados…
Da luz de tua esperança
minha espera se sustenta
é na luz de tua alma
que minha fome se alimenta…

Minha alma
tua alma
água pura de beber
água benta…

Lilian Capossi

 



{Abril 29, 2011}   Aula de português

A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.

A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?

Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,
e vai desmatando
o amazonas de minha ignorância.
Figuras de gramática, esquipáticas,
atropelam-me, aturdem-me, seqüestram-me.

Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.

O português são dois; o outro, mistério.

Carlos Drummond de Andrade

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Língua –  Caetano Veloso

Gosta de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões

Gosto de ser e de estar

E quero me dedicar a criar confusões de prosódia

E uma profusão de paródias

Que encurtem dores

E furtem cores como camaleões

Gosto do Pessoa na pessoa

Da rosa no Rosa

E sei que a poesia está para a prosa

Assim como o amor está para a amizade

E quem há de negar que esta lhe é superior?

E deixe os Portugais morrerem à míngua

“Minha pátria é minha língua”

Fala Mangueira! Fala!

Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó

O que quer

O que pode esta língua?

Vamos atentar para a sintaxe dos paulistas

E o falso inglês relax dos surfistas

Sejamos imperialistas! Cadê? Sejamos imperialistas!

Vamos na velô da dicção choo-choo de Carmem Miranda

E que o Chico Buarque de Holanda nos resgate

E – xeque-mate – explique-nos Luanda

Ouçamos com atenção os deles e os delas da TV Globo

Sejamos o lobo do lobo do homem

Lobo do lobo do lobo do homem

Adoro nomes

Nomes em ã

De coisas como rã e ímã

Ímã ímã ímã ímã ímã ímã ímã ímã

Nomes de nomes

Como Scarlet Moon de Chevalier, Glauco Mattoso e Arrigo Barnabé

e Maria da Fé

Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó

O que quer

O que pode esta língua?

Se você tem uma idéia incrível é melhor fazer uma canção

Está provado que só é possível filosofar em alemão

Blitz quer dizer corisco

Hollywood quer dizer Azevedo

E o Recôncavo, e o Recôncavo, e o Recôncavo meu medo

A língua é minha pátria

E eu não tenho pátria, tenho mátria

E quero frátria

Poesia concreta, prosa caótica

Ótica futura

Samba-rap, chic-left com banana

(- Será que ele está no Pão de Açúcar?

– Tá craude brô

– Você e tu

– Lhe amo

– Qué queu te faço, nego?

– Bote ligeiro!

– Ma’de brinquinho, Ricardo!? Teu tio vai ficar desesperado!

– Ó Tavinho, põe camisola pra dentro, assim mais pareces um espantalho!

– I like to spend some time in Mozambique

– Arigatô, arigatô!)

Nós canto-falamos como quem inveja negros

Que sofrem horrores no Gueto do Harlem

Livros, discos, vídeos à mancheia

E deixa que digam, que pensem, que falem.





{Março 13, 2011}   Amor desconstruído

Era ela que amava

era ela que sentia

toda aquela paixão

como um passáro sem asa

voava de emoção

mas tudo desconhecia

dessa nova sensação.

Não sabia por exemplo

que era tão fervorosa essa paixão

ela o avistou

tão perto tão longe

de sua paixão

uma troca de olhares

calafrios pelo seu corpo

medo, insegurança e compreensão.

Um amor jamais correspondido

será que um dia há de olhar para mim?

essa paixão parece mais uma prisão

ou talvez seja só uma ilusão.

Paixão descontrolada

me entreguei de corpo e alma

loucura, paixão

uma só sensação.

Até que então uma grande desilusão

vi meu grande amor no caixão

um grande silêncio fez-se

dentro do seu coração.

Julia, Leonardo, Nicolly, João e Alison – 1ª EM



{Março 7, 2011}   Sem rumo e Sem direção

Agora estou parado

Esperando um chamado

Parado pensando

Parado espero por um fluxo

Fluxo de adrenalina

Adrenalina que me dará coragem

Mas coragem do que? Não sei

Ou sei, ahh já nem sei mais o que estou falando.

Que loucura, que confusão

Nada mais tem sentido

Nessa loucura, alucinação

Essa alucinação acontece sempre

Sempre dentro do meu coração.

Coração que não tem rumo.

Coração que não tem direção.

Agora ligo meu rádio

Rádio ligado, coração inspirado

Ouço uma música

Músicas sempre tocam meu coração

Coração que não tem rumo.

Coração que não tem direção.

Penso en seu belo rosto

Penso em seu belo corpo

Sempre que essa música toca.

Música que sempre diz palavras lindas

Lindas músicas dizem palavras.

Volto a pensar mais em você

Penso só em você

Mas será que você pensa em mim?

Será que um dia você se tocará?

Será que um dia eu vou acabar.

Deus o que eu fiz?

Ou o que eu não fiz?

Por que me castiga?

Por que, deus!

Agora espero o dia

O dia da libertação espero

Libertação do meu coração

Coração alucinado por você

Coração que nunca teve rumo

Mas que enfim encontrou uma direção.

Gabriel – 1º EM



{Janeiro 24, 2011}   “Sete sonetos simétricos”

Em torno de uma mesa sem toalha

a discutir a difícil questão:


_____por que todo argumento sempre encalha

_____quando se tenta explicar a certeza

_____que inspira o que dispensa explicação.

 

Constrangimento geral na mesa.

Alguém pigarreia. Ninguém se atreve a

dizer palavra que pareça previa-

mente pensada pra causar surpresa.

 

_____Quem sabe a coisa não tem solução.

_____Não será este silêncio, talvez, a

_____resposta final? Mas algo atrapalha

 

o silêncio, impede a concentração

total. Talvez a falta da toalha.


BRITTO, P. H. Macau. São Paulo. Cia das Letras, 2003.


{Janeiro 21, 2011}   tUa_miM-atua

é assim dentro de mim

não sou uma pessoa racional

não sou uma pessoa emotiva

não sou uma pessoa intuitiva

sou apenas esta pessoa

uma pessoa em sua totalidade

equilibrando energias

administrando

as noites

atravessando

os dias

as MINHAS noites

os Teus dias

os MEUS dias

as Tuas noites

em nossas madrugadas…



{Janeiro 21, 2011}   AtravéSa-me

não, ela não é bonita

mas é o meu amor

a minha querida

não, ela foge ao padrão

ela não é bonita

mas é minha amiga

companheira de jornada

de vida

não, ela não é nada bonita

está acima do peso

abaixo da altura

ela perdeu a cintura

não, ela não é bonita

definitivamente

ela não é bonita

ela é linda

é o meu amor

o meu bem

e ainda



{Setembro 12, 2010}   a coisa bela


toda beleza é sempre uma alegria.

eu sei, não foi bem isso que o John Keats
/disse,
mas cada língua escolhe as afeições
e imperfeições que lhe compete ser,

o ser da língua sendo o seu amar
o mar com cada qual sargaço seu
o espaço que se sonha na amplidão
do que se quer mais vasto.
um sonho vai fundando um outro sonho
até talvez um horizonte, ou não.
a palavra inaugura uma alegria
voa     auspicia     pássara
o que passou, o que ainda vai passar
o que se funda agora
e na hora da nossa vida-morte:
o resto só será palavra-além.

Geraldo Caneiro

Balada do Impostor, Garamond, 2006.

Leia mais: http://www.geraldocarneiro.com



{Setembro 6, 2010}   Meu avô

Meu avô dava grandeza ao abandono.

Era com ele que vinham os ventos a conversar

Sentava-se o velho sobre uma pedra nos fundos

do quintal

E vinham as pombas e vinham as moscas a

conversar.

Saía do fundo do quintal para dentro da

casa

E vinham os gatos a conversar com ele.

Ele ampliava a solidão dessa palavra.

E as borboletas se aproveitavam dessa

amplidão para voar mais longe.

Só o silêncio

faz rumor

no vôo das borboletas.


Manoel de Barros

O.Fazedor.de.Amanhecer



{Julho 16, 2010}   Ironicamente otimista

“Não tem porque ser pessimista.Não vai funcionar mesmo.”


Não deixe para depois

o que agora pode ser feito

desencane, reveja conceitos, dê o melhor de si

Por que, se acabas triste e desolado?

Chorando mágoas sem fim?

Achas que mudará a situação

com essa atitude chinfrim?


Por que em qualquer ocasião

tu sempre vês o lado ruim da situação?

Vês mudanças com maus olhos

Vês virtudes como pecados

O que há, meu deus, de errado

em possuir esperança

almejar se nem tudo é desgraça

que nem tudo é vingança?


Pois sim, é claro otimismo demais é engano

Então veremos tudo com cuidado

o lado bom e o ruim

Porém, não se limite a achar

que faz muito apenas sentado

de um lado dizendo

como tudo está caótico

como tudo está acabado

Como dizia Saramago

“Não sou pessimista, o mundo é que é péssimo”


Mas nunca desista de seus sonhos

Pois existem duas palavras

que abrem muitas portas…

Puxe e empure!


Alunas (o): Maria Isabel, Jéssica Bruna, Lucas



{Março 17, 2010}   Influência da mídia

Cada meu sonho e desejo,

É do que nasce e não meu.

Sou minha própria paisagem,

Assisto à minha passagem diverso, móbil e só.

(Fernando Pessoa)


Muitas vezes sou influenciada pelo pesadelo da mídia, tudo pelo corpo perfeito acaba se tornando mais importante que a minha saúde, o meu bem-estar e várias outras coisas. Principalmente na adolescência, quando eu quero ser perfeita como os meus ídolos “torno-me eles e não eu”, agora eu sei que posso acabar adquirindo doenças como a anorexia e bulemia.

Devemos nos valorizar e aceitarmos como somos independentemente do cabelo, da raça, do estilo. Portanto, respeite-se.


Nomes: Adriane, Renata e Wallorie  1°G



{Março 14, 2010}   Olavo Bilac

Juntamente com Raimundo Correia, Olavo Bilac foi um dos maiores poetas da tendência denominada Parnasianismo, gerada pelo Realismo, estética que se inicia na segunda metade do séc. XIX, devido ao esgotamento da estética romântica. ”A divisão do conhecimento científico, do pensamento evolucionista e da filosofia positivista contribuiu para o surgimento de uma intelectualidade que rompeu com o modo romântico de ver o mundo. Adotou-se uma postura que privilegiava uma relação mais impessoal com a realidade. Foram valorizados os ideais de objetividade científica, buscando-se abordar o mundo “como ele é”, sem as idealizações típicas do Romantismo.” (Faraco, 2005, p.109), por isso o parnasianismo cultivou a forma dos versos de modo perfeccionista, e adotou para seus temas uma impessoalidade e uma passibilidade máximas, defendendo a “Arte pela Arte”.

Olavo Bilac teve Amélia de Oliveira, uma das 7 irmãs do poeta Alberto de Oliveira (grande bibliógrafo e um dos que mais defendiam a Língua Culta) como grande amor de sua vida que findará solitária, mas nos deixou sua obra, resultado de seu culto à forma e à Língua Portuguesa.

Um exemplo deste cultivo a linguagem formal do autor está no trecho da carta de amor e nos sonetos reproduzidos abaixo:

“Excelentíssima Senhora. Creio que esta carta não poderá absolutamente surpreendê-la. Deve ser esperada. Porque V. Excia. compreendeu com certeza que, depois de tanta súplica desprezada sem piedade, eu não podia continuar a sofrer o seu desprezo. Dizem que V. Excia. me ama. Dizem, porque da boca de V. Excia, nunca me foi dado ouvir essa declaração. Como, porém, se compreende que, amando-me V. Excia., nunca tivesse por mim a menor palavra afetuosa, o mais insignificante carinho, o mais simples olhar comovido? Inúmeras vezes lhe pedi humildemente uma palavra de consolo. Nunca obtive, porque V. Excia. ou ficava calada ou me respondia com uma ironia cruel. Não posso compreendê-la: perdi toda a esperança de ser amado. Separemo-nos. […]”


Um Beijo

Foste o beijo melhor da minha vida,

Ou talvez o pior…Glória e tormento,

Contigo à luz subi do firmamento,

Contigo fui pela infernal descida!

Morreste, e o meu desejo não te olvida:

Queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,

E do teu gosto amargo me alimento,

E rolo-te na boca malferida.

Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,

Batismo e extrema-unção, naquele instante

Por que, feliz, eu não morri contigo?

Sinto-te o ardor, e o crepitar te escuto,

Beijo divino! e anseio, delirante,

Na perpétua saudade de um minuto…


Para saber mais: http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/BT5531001.html

FARACO, Carlos Alberto. Português: língua e cultura. Curitiba: Base Editora, 2003



{Janeiro 25, 2010}   Literatura em foco

O que uma tradutora apaixonada por filmes nacionais e poesia do século XVIII, um estudante de matemática, um de agronomia e um de biomedicina têm em comum?

Aparentemente nada. Mas eles têm. Uma paixão. A paixão pela literatura, pela leitura, pelas múltiplas leituras. E dela, provavelmente, nasceu  o literaturaemfoco.com: de- li- ci- oso. Recheado de poesias, vídeos, contos, crônicas, imagens.

Podem me corrigir se eu estiver enganada, por favor.

Conheci através do twitter e hoje a Laís Azevedo postou esta maravilha do Lenine.

Amanhã tem análise da letra. Vamos aguardar.

Obrigada, Laís. Esta do Lenine eu não conhecia e simplesmente adorei.

Agora vou pensar no porquê. rs


Lenine – Magra

Composição: Lenine e Ivan Santos

Moça

Pernas de pinça

Alta

Corpo de lança

Magra

Olhos de corça

Leve

Toda cortiça

Passa

Como que nua

Calma

Finge que voa

Brasa

Chama na areia

Bela

Como eu queria

Magra, leve, calma

Toda ela bela

Tudo nela chama

Segue

Enquanto suspiro

Toda

Cor de tempero

Cheira

Um cheiro tão raro

Clara

Cura o escuro

Ela

Braços de linha

Dengo

Cheio de manha

Durmo

E peço que venha

Acordo

E sonho que é minha

Magra, leve, calma

Toda ela bela

Tudo nela chama


Confiram outras delícias no http://www.literaturaemfoco.com/



{Janeiro 6, 2010}   Feliz Ano Novo, Mozer!

Soneto de Feliz Ano Novo

[M S Anjos]

Na cidade grande, na praia, no interior,

sempre se pratica algum tipo de ritual:

uvas, lentilhas, champanhe no congelador

(é o único dia em que beber não faz mal).


Lápis e papel alvo para traçar mudanças.

Comprar outro carro, estudar para provas,

ligar para os amigos, manter a vida mansa…

Talvez buscar alguma experiência nova.


A contagem regressiva a todos contagia.

Parentes, amigos – é muita alegria.

Qualquer intriga parece ir ao chão!


Às sete ondas, os bons votos vão adiante.

Em meio a espumas, meu pedido confiante:

– Tenha muito dinheiro, e paz, e paixão.


Leia mais no Blog do autor: http://www.aforcadosilencio.blogspot.com



{Janeiro 1, 2010}   2010 com muito respeito!

contranarciso

A 7 spot ladybird, Coccinella 7-punctata, on a flowering plant Foto: Natural History Museum - British natural history


em mim

eu vejo

o outro

e outro

e outro

enfim dezenas

trens passando

vagões cheios de gente

centenas


o outro

que há em mim

é você

você

e você


assim como

eu estou em você

eu estou nele

em nós

e só quando

estamos em nós

estamos em paz

mesmo que estejamos a sós


Paulo Leminski – sangra:cio (1980)

Leia mais em 2010: http://pt.shvoong.com/books/speech/1900724-troca-impossível/

http://www.nhm.ac.uk/nature-online/british-natural-history/index.html

http://www.kakinet.com/caqui/leminski.htm



{Dezembro 30, 2009}   Retrospectiva 2009

Retrospectiva 2009

Pedroooo, devolva meu chip!!!

Cem anos de solidão? 50 bastam!

Você canta bem, acredite!

Eu sei essa parte: “Butterflies so crazy, mmm mmm”

Suco de kiwi, suco de abacaxi.

Nuvens, nuvens. Pastoreio. Fique à vontade.

O céu, as fotos, a geografia, cirrus, cúmulos-nimbos e a roupa no varal.

A mala. Amá-la. Amada. BRs. Vai e vem.

20 anos sem muros, um ano: Isto é construir!

Livros, livraria, textos, tecidos, tricotar, textura.

Macia.

Azeite de oliva, é claro.

Aulas, aulas, aulas.

Você sabe, eu não.

Pour toujours

O tempo, calor, chuva, previsão. Atraso.

Almoço! E não vem de garfo que hoje é sopa. Delícia.

Tá bom.

E não venha de garfo porque hoje o almoço é formal. Melhor ainda!

Cozinha, sala, música! Quarto…hummm… Bouf! Tchinnncc! Bing! Barrouf!

Quem dorme com um barulho desses?

“Down with sticks and up with bricks”

Pedrooooooo, devolva o meu chiiiiiip!

“Je m’en fous du passé

je repars à zéro.”



{Novembro 18, 2009}   Para M, C.

Não, hoje não tenho flores, querida.

Outro dia talvez, um jardim para você.

Hoje trago um coração, o meu:

Ansioso e amigo,

Desesperado e amante

Enamorado do seu.

Nunca passivo

Embora aparente estar

Trago-o  explosivo,

Repleto de amor

E ternura, querendo gritar.

A esperança, esta eu carrego em mim

Como o farol que o sábio traz para

Iluminar o próprio pensamento.

Entusiasma-me iluminar de esperança

O seu e o meu coração.

(01/07/94)

 



{Outubro 22, 2009}   Primavera!

1flor58Ela é bela

A Natureza toda formosa

como sempre glamurosa

Entre as 4 estações

você é que marca os corações.

Sempre colorida e bela

eu me admiro

com sua beleza pela minha janela

observando a perfeição da natureza.

Você chega alegrando

as flores dos bosques e campos

todos saem para te prestigiar

você colore o quintal do nosso lar

Primavera, verão, outono e inveno

você é o que eu mais espero!

Gabriela e Aline 1ºk



{Outubro 22, 2009}   Primavera!

CA55TVC8CAQ6KVENCAWLOQ8XCAEQXF3TCAH9FUA0CACU0JOCCA24M0XSCAULHXKBCAAK8CXHCAD4Q49LCA3PUAAOCA1MXL4LCAO60TGBCAU8GSRXCAK6G1O2CA2CSE1DCAYE63HOCA2NKMEVCAMYPD29A primavera chegou e nos contagiou

Sua luz nos traz alegria

seu teor trouxe amor

as árvores assombram nosso viver

aflora nossas vidas com prazer

a mágoa nos faz esquecer

e o ódio para nunca mais voltar

lindo dia, lindas flores num campo sem dores

a primavera traz um lindo luar

E o céu faz brilhar

Enfim quando ela chega

A primavera me aconchega

 

Henrique Jr., Nilson, Rodrigo 1º J



{Outubro 21, 2009}   Primavera!

floresAs flores lá fora no jardim

alegram meu dia assim

O sol que irradia

Ilumina meu dia-a-dia

Se eu faço um desejo

Peço logo um beijo

Olho na janela e vejo um pássaro voando

Paro e penso: Eu estou amando

A chuva quando cai no telhado

Deixa o jardim todo enxarcado 

Quando vem a escuridão

Acelera o coração

Quando saiu na janela

Vejo logo a primavera.

 

Ana Caroline, Emily e Kaoana 1ºK



{Outubro 21, 2009}   Primavera!

Primavera, primavera

Quando eu abro a janela

Me encanto com a sua beleza tão bela

Primavera, primavera

Quando te vejo sinto a emoção

De que logo vem o verão

Primavera, primavera

As suas flores coloridas

Encantam as nossas vidas

Primavera, primavera

Quando estou junto a ti, quero que não tenha fim

Pois a sua beleza se iguala a mim

Primavera, primavera

Somente esse poema para expressar algo assim

 

Autores, por favor, identifiquem-se!



{Outubro 20, 2009}   Primavera.

arco_iris_1A Primavera

 

A primavera é tão bela

que parece uma pintura de aquarela

com suas flores de todas as cores

trazendo vida as pessoas sofridas

A estação mais bela do ano

transforma nossa vida

em um verdadeiro arco-íris

sendo vista além do horizonte

do vasto oceano

Vivendo essa sintonia de muita alegria

esperando sempre sua próxima vinda.

Amanda Lissa e Rafaela Rios 1ºJ



{Outubro 20, 2009}   Primavera…

flores_-5049Em um dia Bonito,

Pássaros voam no ar,

O entusiasmo que contagia,

Fazendo a flor desabrochar

 

Ah se todo ano fosse assim,

A primavera em meu jardim

Invadindo minha vida,

Com sua essência colorida

 

Mais por fim tudo acaba,

Dando a vez a outra estação,

Com essa tristeza sem sentido,

Resnasce um novo verão

Carlos, Alexandre, Vinicius 1ºK



{Outubro 20, 2009}   Primavera do Vacilão

eu-so-quero-ser-livre1A estação das flores

Deixa a cidade mais bela

As pessoas adoram

E também ficam belas.

Com a beleza, vem o amor

Com o amor, vem o carinho

Com o carinho, tem flores

E justo na estação das cores.

A primavera é tão linda

As flores maravilhosas

Não tem gíria de mano

Mas também, é da hora.

Mostra a cara vacilão

Que a gente quer saber

A sua opinião

E o que você tem pra dizer.

Lucas Henrique(Beiço)1ºk

Nota explicativa: Esta composição foi feita após uma sequência de comentários, incentivados por um anônimo, o qual ganhou a alcunha de “Vacilão”, pois criticou a gíria utilizada no primeiro poema da série “Primavera”. 



{Outubro 20, 2009}   Primavera!!!

urubuMuitas flores, mil amores,

Sol e céu azul.

É a estação das flores

e do urubu.

 

Olhe para o mar,

os golfinhos estão a saltar.

Sol em Curitiba?

Anima o atletiba

 

Tudo fica alegre e feliz,

porque o inverno já passou.

Liguem o chafariz,

Primavera começou!

 

Não vá para Matinhos,

pegue outros caminhos

Vá para os Estados Unidos,

porém deixem os maridos…

 

MARCO AURÉLIO E ERICK PILARSKI 1ºJ



{Outubro 20, 2009}   Primavera!

flores-5056Soneto: Bela Primavera..

 

És bela oh! grande primavera

Que situa em cada um, uma flor

E também um verdadeiro amor

Mas agora inicia uma nova era

 

A cada ano uma nova aloevera

A cada ano uma nova flor

E também uma grande dor

Pois o homem acaba contigo, primavera

 

A nova década se inicia

No frio ou no calor

Uma primavera esvaidecida

 

De três em três se conta o ano

Pois é bela, ó flor, que nasce

A cada primavera depois do outono

 

ATILIO , GIOVANI E JOÃO 1ºK



{Outubro 18, 2009}   Primavera!

tronoDepois do outono, vem a primavera

chegando de mansinho, linda e bela

encantando a tia Vera

brotando flores vermelhas e amarelas

 

Hoje e sempre a brotar

flores lindas para nos alegrar

nunca nos deixando baquear

com os problemas que iremos enfrentar

 

Quando a primavera está a acabar

esperamos até o ano seguinte

para voltarmos a nos alegrar

no ano de dois mil e vinte

 

Esperamos ansiosos sentados no trono,

depois do outono.

 

Eduardo e Luis 1º J



{Outubro 17, 2009}   Primavera!

BXK5116_borboleta800A bela primavera,

A todos nós alegra

Enquanto o verão não vem

Os pássaros cantam,

As borboletas voam

E a nossa imaginação vai além.

O sol, quase apagado

Praticamente não se vê

As flores nascem sobre o gramado

Fazendo a vida florescer

As rosas no jardim

São o puro amor na estação

Pela janela vejo o jasmin

A flor que desperta meu coração

Evelise G. e Francielly 1º K



{Outubro 17, 2009}   Primavera!

6409floresHoje estou aqui
Amanha estou lá
É a primavera que faz meu mundo girar

As flores esbeltas
Nesse mundo pra encantar
Conheci vários amores
Que me fez delirar

Já não sei mais se é a primavera
Que me faz amar
Só sei que a vida é bela
Ao som do cantar

Hoje posso sentir
O que nunca senti lá
Foi a primavera
Que fez meu mundo mudar

Frederico e Lucas G.1ºK



et cetera